O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo decidiu pela remoção de um vídeo que associa o governador Tarcísio de Freitas ao personagem Chucky, do filme Brinquedo Assassino. A determinação foi emitida na última quarta-feira, 1º de julho, pela juíza auxiliar Domitila Manssur, que identificou indícios de propaganda eleitoral negativa e o uso irregular de inteligência artificial.
A ordem para a retirada do vídeo atende a uma ação proposta pelo diretório estadual do Republicanos, partido do governador Tarcísio, contra o deputado estadual Emídio de Souza, do PT, o Diretório Estadual do PT e a Federação Brasil da Esperança, que inclui o PCdoB e o PV. Emídio é responsável pela elaboração do plano de governo do pré-candidato Fernando Haddad, que também concorre ao governo do Estado.
O Republicanos alegou que o deputado Emídio publicou o vídeo em sua conta no Instagram, e que o partido também compartilhou o conteúdo. No entanto, as imagens apresentadas no processo mostram apenas uma captura da publicação original no perfil do parlamentar. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo no dia 3 de julho.
No vídeo controverso, o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece entregando um “presente” ao Estado de São Paulo, representado por Tarcísio na forma do boneco Chucky. Em sequência, a montagem exibe o governador em meio a uma explosão, associando-o a temas de violência, feminicídio e incêndios na capital paulista.
O personagem Chucky é um dos mais icônicos do cinema de terror, conhecido por suas ações violentas e por ser o protagonista da franquia Brinquedo Assassino.
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O Diretório Estadual do PT, por sua vez, contestou a ação, afirmando que não há provas suficientes para prosseguir com o processo. O partido negou a divulgação do vídeo e afirmou desconhecer a autoria do conteúdo, classificando-o como uma sátira.
A juíza Domitila Manssur destacou que o vídeo ultrapassa os limites da crítica política ao associar o governador Tarcísio à violência e à criminalidade. Ela ressaltou que o conteúdo poderia ser interpretado como propaganda eleitoral negativa contra um pré-candidato.
Além disso, a magistrada identificou sinais de manipulação por meio de inteligência artificial, sem a devida identificação ao público. Ela citou uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral que exige a transparência na utilização de conteúdos manipulados ou gerados por IA, proibindo seu uso para prejudicar ou favorecer candidaturas, especialmente durante a pré-campanha.
Em resposta à decisão, a equipe de pré-campanha de Tarcísio informou que a disputa eleitoral deve ocorrer com base em propostas e comparações de trajetórias. O grupo também mencionou que tomará medidas legais sempre que considerar que seus adversários utilizarem desinformação, ataques pessoais ou tentativas de ridicularização.

