Torcida única no Ba-Vi é mantida pelo Ministério Público da Bahia
Torcida única no Ba-Vi foi confirmada após o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) manter a recomendação que proíbe a presença de torcedores visitantes no clássico decisivo do Campeonato Baiano 2026, marcado para sábado (7 de março), às 17h, na Arena Fonte Nova.
Histórico de conflitos sustenta decisão do MP-BA
O MP-BA baseou o parecer em ocorrências registradas em Ba-Vis anteriores. O primeiro veto à torcida mista foi adotado ainda em 9 de abril de 2017, quando brigas generalizadas fora do estádio motivaram a medida preventiva. Em fevereiro de 2018, o clássico voltou a receber fãs de Bahia e Vitória, mas a partida acabou marcada por sete expulsões, cinco delas do rubro-negro, além de novos confrontos nas arquibancadas.
Desde então, a liberação total das torcidas tornou-se pauta recorrente. Reuniões realizadas no início de 2024 discutiram o possível retorno do público visitante, porém não houve consenso entre órgãos de segurança, federação e clubes.
Resposta oficial à solicitação do Vitória
Na noite de terça-feira (3 de março), o Esporte Clube Vitória divulgou nota informando que havia solicitado à Federação Bahiana de Futebol (FBF) a liberação de seu torcedor para a decisão. A entidade respondeu que mantém o protocolo de torcida única, acompanhando a orientação do MP-BA. Com isso, apenas os tricolores poderão acompanhar o duelo in loco.
A permanência da restrição afeta diretamente a renda do mandante, o Esporte Clube Bahia, que poderia ampliar a bilheteria com a divisão de setores. Torcedores rubro-negros, por sua vez, precisarão acompanhar a partida por transmissão televisiva ou on-line.
Clubes reiteram pedido por diálogo
Nos comunicados oficiais, Bahia e Vitória reforçaram a disposição para novas conversas que possibilitem, no futuro, a volta das duas torcidas ao clássico. Ambos citam que a rivalidade centenária é elemento histórico do futebol baiano e que a presença mista valoriza o espetáculo.
Entidades de segurança pública, entretanto, afirmam que o modelo de torcida única ajuda a reduzir ocorrências de violência e facilita a logística de policiamento, argumento semelhante ao utilizado em outros grandes clássicos nacionais, como o Derby paulista, segundo noticiou o GE.
Resta saber se próximos encontros entre MP-BA, FBF e clubes encontrarão solução equilibrada entre segurança e direito de acesso dos torcedores, tópico que deve permanecer em debate nos próximos campeonatos.
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Crédito da imagem: San Júnior / Divulgação
Fonte: Futebol Baiano
