Torcida única no Ba-Vi segue como regra nas finais do Campeonato Baiano de 2026, após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) confirmar que ainda não há condições concretas para liberar a presença de visitantes no clássico.
Torcida única no Ba-Vi: MP-BA mantém veto a visitantes em 2026
Em coletiva realizada para detalhar o esquema de segurança do duelo decisivo marcado para 7 de março de 2026, a promotora de Justiça Thelma Leal afirmou que o tema é “complexo e sensível” e requer parceria entre clubes, polícia e demais órgãos públicos antes de qualquer flexibilização. A declaração veio após consulta formal do Esporte Clube Vitória, que buscava autorização para levar seus torcedores à Arena Fonte Nova.
Leal explicou que, mesmo com reuniões recorrentes desde 2024, o MP-BA não identificou “elementos concretos” capazes de assegurar a integridade física de todos os envolvidos. “Precisamos de colaboração total para, somente então, iniciar a retomada gradativa de duas torcidas”, ressaltou.
A promotora destacou que o grupo de trabalho engloba Polícia Militar, Polícia Civil, órgãos municipais responsáveis por transporte e coleta de lixo, além de representantes dos próprios clubes. “O acordo é progressivo e sem prazo fechado. Preferimos cautela a colocar vidas em risco”, acrescentou.
A recomendação de torcida única começou após brigas nas imediações de um Ba-Vi disputado em abril de 2017. Houve tentativa de retorno das duas torcidas em 2018, mas o chamado “Ba-Vi da Paz” terminou em confusão generalizada, com sete expulsões e novo episódio de violência, levando o MP-BA a restabelecer a restrição. Reportagem do ge relembra que o caso reforçou a postura de veto adotada desde então.
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Apesar de reconhecer cobrança de dirigentes e torcedores para “normalizar” o ambiente, o MP-BA reitera que qualquer avanço dependerá de estudos técnicos e cumprimento de etapas: análise de rotas de entrada e saída, dimensionamento do efetivo policial e revisão de protocolos de evacuação de emergência.
Com o calendário reduzido da temporada, o Bahia terá apenas cinco partidas em março, mas nenhuma mudança foi considerada pela promotoria por “pressão esportiva”. O órgão sustenta que “a prioridade segue sendo a segurança, não o espetáculo”.
No encerramento, Leal enfatizou que “qualquer futura presença de visitantes será gradual” e condicionada a relatórios favoráveis de todos os setores envolvidos.
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Crédito da imagem: EC Bahia
Fonte: EC Bahia
