Torcida mista no Ba-Vi: Bellintani contesta segurança no Barradão volta ao centro do debate após o ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, declarar em 3 de março que o Estádio Manoel Barradas, o Barradão, não apresenta condições estruturais para receber torcedores de Bahia e Vitória no mesmo setor.
Regulamento e pareceres de segurança travam mudança
Bellintani lembrou que o regulamento do Campeonato Baiano de 2026 prevê finais em jogo único e citou entendimento da Polícia Militar da Bahia e do Ministério Público estadual de que a torcida mista no Ba-Vi é inviável sem reforço de segurança. Para o dirigente, a atual configuração do Barradão não garante acessos independentes nem rotas de evacuação adequadas para dois públicos rivais simultaneamente.
Experiências negativas no Barradão pesam na análise
Durante a entrevista ao Jornal da Metrópole no Ar, o empresário recordou agressões sofridas no estádio rubro-negro quando comandava o Bahia. “Levei pedradas e enfrentei outras hostilidades”, relatou, exemplificando a tensão que envolve o clássico. Por isso, afirmou que não levaria o próprio filho a um Ba-Vi no Barradão com setores compartilhados.
Fonte Nova oferece cenário mais favorável, aponta dirigente
Ao comparar arenas, o ex-mandatário citou a Arena Fonte Nova como exemplo de local com acessos múltiplos, melhores vias de chegada e plano de segurança mais robusto. “Não significa segurança garantida, mas é um pouco mais simples para a Polícia Militar atuar”, ponderou.
Infraestrutura e inteligência policial são requisitos
Bellintani reconheceu a importância simbólica da torcida mista para o futebol baiano, mas defendeu ações conjuntas de inteligência, reforço efetivo e melhorias físicas, principalmente para o setor visitante do Barradão. O próprio Vitória já manifestou intenção de reabrir o debate, mas a medida depende de ajustes capazes de atender às demandas das autoridades.
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O tema ganhou repercussão nacional e ecoa discussões sobre convivência de torcidas rivais em vários estádios do país; de acordo com análise do portal ge, experiências semelhantes exigiram investimentos adicionais em monitoramento e acessibilidade.
A decisão sobre manter torcida única ou retomar o modelo misto deverá passar por nova avaliação conjunta entre Federação Baiana de Futebol, órgãos de segurança e os dois clubes.
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Crédito da imagem: Futebol Baiano
Fonte: Futebol Baiano
