TH Joias é transferido para presídio federal sob regime disciplinar O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, será removido do Complexo de Gericinó para uma penitenciária federal em 16 de dezembro de 2025, cumprindo regime disciplinar diferenciado (RDD) determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
TH Joias é transferido para presídio federal sob regime disciplinar
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro confirmou que o horário da remoção e o destino exato permanecem sob sigilo por questão de segurança. No RDD, TH Joias ficará isolado em cela individual, com visitas e correspondências monitoradas.
A decisão do STF integra o mesmo processo que levou à prisão do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, relator do caso, e ocorre na esteira da detenção do ex-presidente da Assembleia Legislativa fluminense, Rodrigo Bacelar. Segundo a Polícia Federal (PF), TH Joias é apontado como um dos principais articuladores políticos do Comando Vermelho (CV), acusado de intermediar a compra e venda de armas para a facção.
Pedido conjunto da PF e PGR
Em manifestação encaminhada à Suprema Corte, a PF sustentou que outros investigados já foram enviados ao sistema penitenciário federal e destacou “evidente contradição” na permanência de TH Joias em Gericinó, visto que ele seria “um dos líderes do grupo e parte integrante de seu núcleo político”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou, afirmando que a transferência é “proporcional e adequada” para resguardar a integridade do custodiado e a segurança pública.
Acusações e expulsão do partido
Preso em 5 de setembro de 2025, o ex-parlamentar foi denunciado por tráfico internacional de armas e por favorecer financeiramente o CV. Ele integrava a bancada do MDB na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, mas foi expulso do partido logo após a prisão.
Suposto vazamento de informações
A PF apurou indícios de que Bacelar recebeu aviso prévio sobre a operação que prendeu TH Joias, permitindo-lhe ocultar provas. O material extraído do celular de Bacelar aponta o desembargador Júdice Neto como possível fonte do vazamento, conforme informações corroboradas pelo STF.
A PGR classificou Thiego Raimundo dos Santos Silva como “braço político da organização criminosa”, conectando o CV a agentes públicos. A inclusão no RDD pretende, segundo a Procuradoria, limitar a influência do ex-deputado dentro e fora da prisão.
O andamento processual segue sob sigilo, mas a expectativa é de que o preso permaneça em unidade federal por, no mínimo, 360 dias, período previsto pela Lei de Execução Penal para reavaliação do regime.
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Crédito da imagem: Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Fonte: Agência Brasil
