Em Ribeirão Preto, Tarcísio pediu uma bancada de centro‑direita e criticou a representação de São Paulo no Senado. Ele disse que operações de crédito passam pelo Senado e às vezes travam, prejudicando o Estado.
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a defender neste sábado, 22, a formação de uma bancada de centro-direita forte no Senado e afirmou que o Estado de São Paulo é mal representado na Casa. As declarações foram feitas em Ribeirão Preto, no interior paulista, durante o lançamento da campanha de reeleição do presidente do MDB, Baleia Rossi, à Câmara Federal.
Ao criticar a dinâmica de votações no Senado, Tarcísio afirmou que as operações de crédito internacional passam pelo Senado e que, às vezes, as operações do Estado ficam travadas por falta de apoio de senadores.
“Todas as operações de crédito internacional passam pelo Senado e, às vezes, as nossas operações ficam travadas porque falta aquela pressão, aquele argumento do senador”
Em seguida, ele comparou o tratamento dado a operações vinculadas ao Amapá e a São Paulo.
“Veja se fica alguma operação de crédito travada do Amapá. Não fica, mas de São Paulo, fica. Tem alguma coisa errada”
No texto divulgado sobre o evento, foi lembrado que Davi Alcolumbre é do Amapá e que é alvo constante do bolsonarismo, por atuar em temas de interesse desse grupo, como o andamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, além de manter relação de vai-e-vem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tarcísio também manifestou apoio a nomes indicados para o Senado. Ele declarou apoio a Guilherme Derrite (PP) e a André do Prado (PL) como candidatos ao Senado. Paralelamente, pediu votos para Baleia Rossi.
“[Baleia Rossi é] um dos maiores líderes e uma das ‘maiores lideranças políticas do Brasil'”
Na atividade em Ribeirão Preto, o governador voltou a comentar a situação econômica do país a partir de exemplos do setor privado. Ele relacionou a recuperação judicial das Casas Bahia à condição mais ampla das empresas brasileiras, afirmando que o caso não é isolado e citando números sobre endividamento empresarial.
“O que está acontecendo nas Casas Bahia não é um caso isolado. Temos 9 milhões de empresas endividadas, e a soma das dívidas passa dos R$ 200 bilhões”
As falas fazem parte da agenda de campanha de Tarcísio e foram proferidas no mesmo evento em que lideranças do MDB reforçavam a candidatura de Baleia Rossi à Câmara Federal. O tom das declarações foi de crítica à representação paulista no Senado e de defesa de uma base política mais alinhada ao governador para viabilizar projetos e operações do Estado.
