Suspensão de vistos de imigração para os EUA atinge 75 países e entrou em vigor em 21 de janeiro, afetando brasileiros e outros estrangeiros classificados como “alto risco de utilização de benefícios sociais”, informou o Departamento de Estado norte-americano.
Motivo da suspensão e países impactados
A medida foi anunciada em 14 de janeiro e reflete a diretriz do então presidente Donald Trump de que imigrantes devem ser financeiramente autossuficientes para não se tornarem ônus ao erário dos Estados Unidos. Ao todo, 75 nações constam da lista, entre elas Afeganistão, Colômbia, Nigéria, Rússia e o Brasil.
De acordo com o comunicado oficial, o Departamento de Estado dos EUA realiza “revisão completa de políticas” para garantir que candidatos à residência permanente não dependam de programas assistenciais.
Entenda as exceções
A suspensão de vistos de imigração para os EUA não alcança documentos de não imigrante. Portanto, permanecem válidos e continuam a ser emitidos vistos de turismo (categoria B) e de trabalho temporário (H, L, O, entre outros). Cidadãos que já possuem um visto de imigrante aprovado antes da data de corte mantêm o direito de embarcar, sujeito à admissão pelo Departamento de Segurança Interna.
Pessoas com dupla nacionalidade e passaporte válido de país fora da lista também ficam isentas da pausa temporária.
Procedimentos seguem sem emissão do documento final
Mesmo com a suspensão, o processo administrativo não foi interrompido. Solicitantes ainda podem encaminhar formulários, pagar taxas e comparecer a entrevistas em embaixadas ou consulados. Contudo, nenhum visto de imigração será efetivamente carimbado enquanto a diretriz estiver em vigor.
A Embaixada dos EUA no Brasil destacou que notificará os candidatos assim que novas orientações forem publicadas. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro foi procurado para comentar, mas não enviou posicionamento até o momento.
A lista completa de países afetados inclui ainda Haiti, Irã, Síria, Ucrânia, Uzbequistão, Vietnã e outros. A suspensão permanece sem prazo oficial para revisão ou revogação.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
