STJD denuncia Erick, Fábio Mota e Jair Ventura por críticas à arbitragem O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recebeu representação da Procuradoria de Justiça Desportiva contra o atacante Erick, o presidente Fábio Mota e o técnico Jair Ventura, todos do Esporte Clube Vitória, em razão das declarações dadas após a derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR, na Arena da Baixada, pela 13ª rodada da Série A.
Entenda a acusação do STJD
O trio rubro-negro foi enquadrado no artigo 252 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que pune “conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada” com suspensão de um a seis jogos. O julgamento está agendado para 30 de abril, às 11h, na sede do tribunal.
Na entrevista pós-jogo, Erick afirmou que o Vitória havia sido “roubado”, enquanto Fábio Mota e Jair Ventura questionaram publicamente a atuação do árbitro Bruno Arleu de Araújo. As principais reclamações envolveram o pênalti marcado para o Athletico-PR aos 30 minutos do primeiro tempo, suposta expulsão não aplicada ao defensor Luiz Gustavo por falta em Renê logo aos 7 minutos e entrada dura do zagueiro Arthur Dias, também punida apenas com cartão amarelo.
O artigo 252, disponível no site oficial do CBJD, prevê ainda multa para os denunciados em casos de reincidência ou gravidade excepcional.
Precedentes recentes no futebol baiano
Não é a primeira vez que críticas à arbitragem geram punições a representantes de clubes baianos. O zagueiro David Duarte e o técnico Rogério Ceni, do Bahia, foram julgados pelo mesmo artigo e receberam um jogo de suspensão depois que o clube recorreu. Ambos cumpriram a pena no compromisso seguinte, contra o Santos.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Dirigentes do Vitória temem efeito semelhante. Caso condenados com a pena mínima, Erick, Fábio Mota e Jair Ventura poderão desfalcar o Leão em jogos decisivos na sequência do Brasileirão 2026.
Possíveis desdobramentos para o Vitória
Apesar de alegar prejuízos concretos na partida diante do Athletico-PR, a diretoria do Vitória prepara defesa para atenuar eventuais punições. Nos bastidores, o clube entende que as queixas foram uma reação imediata a lances considerados determinantes para o resultado. A estratégia inclui vídeos com outros jogos nos quais decisões semelhantes resultaram em expulsões, além de depoimentos de especialistas em arbitragem.
Se for aplicada a pena máxima de seis partidas, a equipe poderá ficar sem seu principal atacante, sem o comandante técnico à beira do gramado e sem a presença do presidente em funções oficiais, o que geraria impacto esportivo e administrativo.
Para acompanhar os próximos passos do julgamento e as repercussões dentro do futebol baiano, visite a editoria de Esportes do Giro pela Bahia e fique por dentro das atualizações.
Crédito da imagem: Victor Ferreira/EC Vitória
Fonte: Futebol Baiano
