STF suspende reunião sobre Toffoli em investigação do Banco Master A sessão extraordinária convocada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) que cita o ministro Dias Toffoli foi interrompida às 19h e deve ser retomada às 20h.
Motivo da interrupção e andamento da sessão
A reunião começou por volta das 17h e contou com a participação de todos os ministros. André Mendonça e Luiz Fux acompanharam os debates por videoconferência. O objetivo principal do encontro é dar ciência aos demais membros do STF sobre o material sigiloso entregue pela PF e sobre a defesa apresentada por Toffoli.
Segundo comunicado do tribunal, a suspensão temporária foi adotada para que os magistrados tenham tempo de revisar documentos anexados de última hora. A retomada está prevista para às 20h, quando o plenário voltará a discutir eventuais medidas processuais relacionadas ao inquérito.
Menção a Dias Toffoli encontrada pela PF
Na segunda-feira (9), a PF informou à Presidência do Supremo que localizou o nome de Dias Toffoli em mensagem extraída do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido durante operação de busca e apreensão. O teor da referência permanece sob segredo de Justiça.
A presença do ministro na relatoria do caso tem sido questionada desde que reportagens indicaram supostas irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertenceu a familiares de Toffoli.
Posicionamento de Toffoli e reações
Em nota divulgada no mesmo dia da revelação da PF, Dias Toffoli confirmou ser um dos sócios do resort Tayayá, mas negou ter recebido qualquer quantia de Daniel Vorcaro. O magistrado também reiterou que não há impedimento legal para que continue na relatoria do inquérito.
Especialistas em direito constitucional consultados pelo Supremo Tribunal Federal destacam que a permanência de um ministro em processos que possam envolver seu nome depende de avaliação interna do próprio plenário, levando em conta princípios de imparcialidade e transparência.
Próximos passos no caso Banco Master
Após a retomada da reunião, os ministros devem definir se o material apresentado pela PF exigirá novas diligências ou eventual redistribuição da relatoria. Não há prazo oficial para a divulgação de uma decisão.
No mês passado, o inquérito ganhou repercussão quando veio a público a informação de que a PF investigava operações financeiras suspeitas envolvendo o Banco Master. A instituição e seus administradores afirmam colaborar com as autoridades e negam irregularidades.
Com a expectativa em torno da continuidade da sessão às 20h, o tribunal pode estabelecer novas diretrizes para a apuração, reforçando a supervisão judicial sobre o trabalho da Polícia Federal.
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Crédito da imagem: ASCOM/STF
Fonte: ASCOM/STF
