O prefeito Ricardo Nunes anunciou redução drástica na operação da Transwolff em São Paulo. A medida elimina sobreposição de rotas e divide o contrato em dois lotes de até 400 ônibus cada.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou neste domingo (21) que prevê uma significativa redução nas linhas da Transwolff, uma das principais operadoras de transporte na capital. De acordo com Nunes, a decisão se baseia em uma análise que identificou a sobreposição de linhas, o que levou à estimativa de um corte de 20% na estrutura da empresa, que será implementado com a nova licitação a ser lançada em breve.
“Vamos fazer uma licitação em dois lotes e cada um deve ter em torno de 350 a 400 ônibus. Não teremos mais os 1.200 ônibus, todos da TransWolff, porque a gente vai cancelar a sobreposição”, afirmou o prefeito, enfatizando a necessidade de adequar o sistema de transporte para melhor atender à população.
“Estou obstinado a melhorar o transporte e a fazer o que for melhor para a população e para o sistema de transporte coletivo”, disse Nunes.
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O prefeito ressaltou que tem mantido conversas com o secretário municipal de mobilidade e transporte, Celso Caldeira, e com o presidente da SPTrans, entidade responsável pela Transwolff, para discutir as adequações necessárias em relação à sobreposição das linhas.
O edital, que trará as novas diretrizes e alterações, ainda precisará ser aprovado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) antes de ser publicado. Segundo Caldeira, os estudos sobre a reorganização do sistema estão em andamento e a redução de 20% das 111 linhas da Transwolff é uma estimativa preliminar.
“Estamos fazendo a reorganização, isso significa a racionalização de todo o sistema. A gente tem em princípio um estudo que demonstra que pelo menos 20% das linhas serão cortadas ou canceladas, mas isso não é definitivo ainda, o estudo está em andamento para apresentar para o prefeito, para que ele aprove e a gente tenha continuidade ao edital”, afirmou o secretário.
A Transwolff está sob a operação da SPTrans desde abril de 2024, após uma investigação chamada Fim da Linha, que resultou na prisão de 18 diretores por suspeitas de envolvimento com o crime organizado e lavagem de dinheiro. A operação revelou indícios de vínculos dos diretores com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Atualmente, as linhas operadas pela Transwolff e pela UPBus transportam cerca de 650 mil passageiros diariamente, e em 2023, essas empresas receberam R$ 800 milhões da prefeitura.
