O Governo de São Paulo anunciou um plano de contingência para minimizar os impactos da greve dos ferroviários nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que começou hoje, às 0h. As medidas visam garantir a mobilidade dos passageiros na capital e na Região Metropolitana.
Entre as ações implementadas, estão a operação parcial das linhas afetadas, o reforço no sistema metroviário e a ativação de ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese). Além disso, foi aumentado o efetivo da Polícia Militar, que está monitorando as ocorrências em tempo real.
A paralisação compromete o deslocamento de muitos passageiros. Nas primeiras horas da manhã, as linhas 11-Coral e 12-Safira estavam operando de forma parcial, enquanto a Linha 13-Jade não tinha circulação de trens. O governo estadual informou que a CPTM acionou seu plano de contingência para manter o atendimento nas áreas com maior demanda.
A Linha 11-Coral faz a conexão entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Por sua vez, a Linha 12-Safira liga o Brás a Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade e o serviço Expresso Aeroporto estão suspensos. As demais linhas da CPTM e da malha concedida continuam operando normalmente, assim como as linhas do Metrô e das concessionárias.
Para aumentar a capacidade de transporte, o Metrô antecipou a abertura de suas estações para as 4h, incluindo as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. A Linha 3-Vermelha, que faz integração com as linhas da CPTM, recebeu composições adicionais para atender a demanda.
Além disso, o Metrô está realizando manobras operacionais em estações estratégicas para ampliar a oferta de viagens. Trens vazios poderão ser enviados para plataformas com maior lotação, ajudando a acelerar o embarque e a reduzir o tempo de espera. O número de funcionários nas estações mais movimentadas também foi reforçado para orientar os passageiros.
Outra ação importante foi a ativação do sistema Paese. Um total de 128 ônibus foram disponibilizados para atender os passageiros das linhas afetadas. Na Linha 11-Coral, os ônibus operam entre as estações Estudantes e Corinthians-Itaquera; na Linha 12-Safira, entre São Miguel Paulista e Calmon Viana; e na Linha 13-Jade, entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos hoje, permitindo maior circulação de automóveis no centro expandido para tentar minimizar os impactos na mobilidade. A Polícia Militar também intensificou o policiamento nas estações de trens e terminais de transporte, visando aumentar a segurança dos passageiros.
As ações estão sendo acompanhadas pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), que reúne órgãos estaduais responsáveis pelo monitoramento das situações relacionadas ao transporte.
Antes do início da greve, a CPTM havia solicitado uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo durante os horários de pico e 60% nos demais períodos. O descumprimento dessa decisão pode resultar em multa diária.
O governo paulista relatou que representantes do Estado e do sindicato dos trabalhadores se reuniram para discutir propostas, mas mesmo assim, o sindicato decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado. As linhas afetadas são fundamentais para o transporte na região, ligando importantes pontos da capital e municípios vizinhos.
A greve foi provocada após uma série de falhas nas linhas, que geraram transtornos significativos aos usuários no mês passado, levando à decisão de paralisação atual.
