A partir do dia 1º de agosto, as rodovias Anchieta e Imigrantes passarão a operar com o sistema de cobrança de pedágio conhecido como ‘Free Flow’. Essa mudança visa otimizar o trânsito, eliminando as tradicionais cabines de pedágio e permitindo um fluxo mais ágil de veículos nas estradas.
Com o novo sistema, a cobrança será realizada em ambos os sentidos da via, tanto na ida quanto na volta. Para os motoristas que possuem tags eletrônicas instaladas no para-brisa, o pagamento será feito de forma automática. Aqueles que não têm o dispositivo deverão efetuar o pagamento da tarifa por meio do aplicativo ou site oficial, utilizando opções como Pix ou cartão de crédito.
Uma das principais mudanças será a redução da tarifa, que antes era de R$ 40,60 para um único sentido, e agora será de R$ 20,30 tanto para a descida em direção ao litoral paulista quanto para a subida. Essa alteração busca incentivar o uso do sistema e facilitar a experiência dos motoristas.
De acordo com dados da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), cerca de 77% dos veículos que utilizam o sistema já estão equipados com a tecnologia de tag. Esse índice é ainda mais alto entre veículos comerciais, chegando a 93%. A implementação do modelo tem como objetivos não apenas a redução do tráfego, mas também a melhoria da fluidez do trânsito, a logística e a circulação de caminhoneiros, além de diminuir os índices de acidentes nas rodovias.
“A meta é viabilizar a retirada definitiva das praças físicas de pedágio ainda este ano, proporcionando mais agilidade e segurança aos motoristas”, destacou a Artesp.
Os motoristas que passarem pelo sistema Free Flow terão um prazo estendido até o dia 16 de novembro para efetuar o pagamento da tarifa correspondente. Após essa data, o prazo regular para quitação volta a ser de até 30 dias. O não pagamento dentro do prazo estipulado pode resultar em uma multa de R$ 195,23 e a perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A tecnologia das novas câmeras integradas ao sistema é avançada, permitindo a leitura das placas dos veículos mesmo em condições climáticas adversas, como chuvas intensas ou neblina densa, garantindo assim a eficácia do novo modelo de cobrança.
