Serviços inteligentes do SUS: Saúde busca parcerias tecnológicas impulsionam a estratégia do Ministério da Saúde para modernizar a rede pública por meio de soluções digitais, inteligência artificial e novos equipamentos médicos.
Serviços inteligentes do SUS: Saúde busca parcerias tecnológicas
O Ministério da Saúde iniciou uma agenda de cooperação com três empresas globais de tecnologia sediadas em Shenzhen, na China, visando criar a primeira rede de serviços inteligentes do SUS. O ministro Alexandre Padilha reuniu-se com executivos da Neusoft, Mindray e Huawei para atrair investimentos, fomentar pesquisa conjunta e ampliar a produção local de equipamentos de alta complexidade.
Segundo nota divulgada pela pasta, a Neusoft apresentou plataformas de gestão hospitalar digital, integração de dados clínicos e sistemas de apoio à decisão médica baseados em inteligência artificial. A companhia anunciou ainda planos para instalar uma fábrica de equipamentos de imagem em Santa Catarina, iniciativa que deve reforçar a cadeia produtiva nacional e diminuir a dependência de importações.
Na conversa com a Mindray, maior fabricante chinesa de equipamentos médicos, foram debatidas alternativas para ampliar a oferta de monitores multiparamétricos, ventiladores e soluções para unidades de terapia intensiva (UTIs) inteligentes. A empresa está presente no Brasil há quase duas décadas, atende mais de 6 mil instituições de saúde e possui 353 registros ativos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A pauta também incluiu possíveis Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com laboratórios públicos brasileiros, a fim de facilitar a transferência de tecnologia e estimular a produção interna de dispositivos médicos estratégicos. De acordo com o ministério, esses acordos podem acelerar a adoção de ferramentas digitais no SUS, reduzir custos operacionais e aprimorar a qualidade do atendimento ao paciente.
Em outro encontro, Padilha discutiu com a Huawei a construção de infraestrutura de nuvem, conectividade 5G e sistemas de análise de dados para suportar a futura rede de serviços inteligentes do SUS. A companhia apresentou soluções capazes de integrar prontuários eletrônicos, agilizar diagnósticos e otimizar a gestão hospitalar, alinhadas às recomendações da Organização Mundial da Saúde para transformação digital no setor público.
O ministério avalia que a cooperação internacional pode ampliar o uso de inteligência artificial na regulação de leitos, no monitoramento remoto de pacientes e na definição de políticas de prevenção, beneficiando milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do sistema público.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
