Após o SBT cancelar o debate, campanhas do segundo pelotão marcam embates em canais do YouTube. Ronaldo Caiado articula a iniciativa para reunir candidatos que figuram atrás dos dois líderes das pesquisas.
Candidatos ao Planalto que aparecem no segundo pelotão nas pesquisas buscam alternativas depois que o SBT cancelou o debate previsto para a próxima semana. A solução encontrada pelas campanhas é realizar debates paralelos em canais do YouTube, como forma de driblar a desistência de emissoras de TV aberta em promover os embates do primeiro turno.
Ronaldo Caiado (PSD) é um dos articuladores para a realização desses encontros fora do circuito das grandes emissoras. A proposta é reunir, em programação alternativa, nomes que figuram atrás dos dois candidatos que lideram as pesquisas: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), cujas recusas em participar motivaram o cancelamento de alguns eventos.
Além do SBT, há discussões para que a Record também cancele debates caso Lula e Flávio desistam de comparecer. Diante desse cenário, a estratégia das campanhas do segundo pelotão é promover debates em plataformas digitais para manter visibilidade e oferecer espaço para exposição de propostas.
A ideia é reunir Ronaldo Caiado, Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Partido Missão) e Augusto Cury (Avante) em embates que não dependem da programação das emissoras abertas. O primeiro encontro deverá acontecer no próximo dia 14, no canal do jornalista Paulo Mathias, que já acertou o local para a realização.
Nos levantamentos considerados pelas campanhas, Augusto Cury apresenta o melhor desempenho entre esses quatro candidatos, com 10% das intenções de voto. Os demais também estão no segundo pelotão das pesquisas, e as articulações visam dar mais espaço a essas candidaturas na corrida presidencial.
Nos bastidores, a avaliação das candidaturas é que a realização de mais debates pode ajudar a tracionar nomes que estão atrás de Lula e Flávio na disputa. A aposta é que os debates paralelos permitam aos participantes apresentar propostas, detalhar programas e ao mesmo tempo aumentar o tom de contraposição em relação às campanhas que lideram as intenções de voto durante o primeiro turno.
As campanhas consideram ainda que a presença em canais digitais pode ampliar o alcance entre públicos específicos e criar agenda própria de confrontos, sem depender da decisão das emissoras tradicionais. A movimentação indica uma adaptação rápida do segundo pelotão às restrições e recuos observados na grade de debates na TV.
