Salário mínimo de R$ 1.621 é baixo, afirma Lula em evento
Salário mínimo de R$ 1.621 é baixo, afirma Lula em evento — a avaliação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia pelos 90 anos do piso salarial brasileiro, realizada em 16 de janeiro de 2026, no Rio de Janeiro. No discurso, o chefe do Executivo reconheceu a importância histórica do direito, mas ressaltou que o valor atual “não garante moradia, alimentação, estudo nem o ir e vir” dos trabalhadores.
Valor insuficiente e relevância histórica
Lula afirmou que a celebração não foi “uma apologia ao valor”, mas à decisão do então presidente Getúlio Vargas, em 1936, de criar um salário capaz de assegurar “direitos elementares”. Segundo o presidente, nove décadas depois, o piso ainda não cumpre integralmente a intenção original da lei.
Novo piso e impacto econômico
Desde 1º de janeiro, o salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, reajuste de 6,79% — resultado da variação de 4,18% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada até novembro de 2025, acrescida do crescimento de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a elevação injetará R$ 81,7 bilhões na economia, ao impulsionar renda, consumo e arrecadação, mesmo sob restrições do arcabouço fiscal.
Limites fiscais e perspectiva
O novo modelo de controle de gastos públicos permite ganho real entre 0,6% e 2,5% acima da inflação. Por essa regra, o piso chegaria a R$ 1.620,99 em 2026, valor arredondado para R$ 1.621 conforme a legislação. A fórmula busca preservar o poder de compra sem comprometer as contas federais, explicam especialistas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Direitos lembrados pelo presidente
Ao citar moradia, alimentação e educação como direitos básicos, Lula defendeu que avanços sociais exigem reajustes contínuos do mínimo e políticas complementares de combate à desigualdade. O presidente encerrou a fala afirmando que a discussão sobre o piso “precisa ir além dos índices econômicos e considerar a dignidade humana”.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
