SAF do Vitória: Fábio Mota diz que não há investidor no Brasil
SAF do Vitória: Fábio Mota diz que não há investidor no Brasil. Em entrevista concedida ao canal “Resenha do Leão”, o presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, declarou que atualmente “não tem investidor para o Vitória e para ninguém” interessado em adquirir o comando de clubes brasileiros por meio do modelo de Sociedade Anônima de Futebol (SAF).
A ausência de novos grupos interessados
Questionado sobre o andamento do processo de transformação do clube em SAF, Mota afirmou que o mercado nacional ainda não apresenta grupos sólidos dispostos a investir. Como exemplo, ele citou o Santa Cruz, que se tornou SAF há cerca de dois anos e, desde então, já passou por três grupos controladores diferentes. Para o dirigente, esta rotatividade demonstra a fragilidade de parte dos investidores que chegam ao país.
Pressão tributária pode tornar SAF inevitável
Na avaliação do presidente, a adoção do modelo empresarial deve, mais cedo ou mais tarde, alcançar todos os times profissionais. O principal fator seria a diferença de carga tributária: “Se continuar associação, o clube paga 15% de imposto; como SAF, a alíquota cai para 10%. Ninguém vai aguentar permanecer como associação”, argumentou. Dessa forma, Mota entende que a conversão não se resume ao Vitória, mas a todo o futebol brasileiro.
Mercado ainda busca maturidade
Embora clubes como Botafogo, Cruzeiro e Vasco já tenham alterado seus estatutos e recebido investimentos estrangeiros, Mota ressalta que poucas SAFs realmente consolidaram um modelo de sucesso. Segundo dados divulgados pela Câmara dos Deputados sobre a regulamentação da Lei da SAF, o formato ainda atravessa fase de adaptação, exigindo investidores com visão de longo prazo — algo que, de acordo com o dirigente, não se encontra facilmente no mercado brasileiro.
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Vitória mantém cautela e estrutura associativa
Apesar de reconhecer as vantagens fiscais do novo regime, Fábio Mota defende que qualquer proposta de compra precisa “ser de verdade”, ou seja, prover capital suficiente para reestruturação de dívidas e investimentos em infraestrutura e categorias de base. Até o momento, o clube segue operando como associação civil sem fins lucrativos, enquanto avalia cenários para uma possível migração.
Sustentabilidade financeira no curto prazo
Enquanto aguarda um investidor confiável, o presidente afirma que a diretoria foca na geração de receitas próprias. A aposta recai sobre programas de sócio-torcedor, acordos de patrocínio e negociação de atletas formados no Barradão. A estratégia visa reduzir o passivo e manter o time competitivo nas disputas da temporada, independentemente de se tornar SAF.
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Crédito da imagem: Futebol Baiano
Fonte: Futebol Baiano
