SAF do Bahia é exemplar, diz Marcelo Paz após queda do Fortaleza
SAF do Bahia foi elogiada pelo dirigente Marcelo Paz, que classificou o modelo tricolor como “exemplar”, mesmo comparando-o à estrutura do Fortaleza, clube que presidiu até se tornar diretor de futebol do Corinthians.
Dirigente vê contraste entre resultados em campo e modelo de gestão
Em entrevista concedida recentemente, Paz recordou que, em 2024, o Fortaleza encerrou o Campeonato Brasileiro na quarta colocação, superando o Bahia, oitavo lugar à época. Segundo ele, o desempenho positivo do Leão do Pici foi usado como argumento para exaltar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) “orgânica”, sem a entrada de capital externo. A narrativa mudou com o rebaixamento do clube cearense em 2025, quando as críticas ao modelo de gestão intensificaram-se.
“Quando estamos vencendo, tudo parece funcionar. Agora, após a queda, dizem que faltou investimento. Eu admiro demais a SAF do Bahia; é uma referência para qualquer clube”, declarou.
Fortaleza ainda busca investidor para a própria SAF
Paz relembrou que, em setembro de 2023, os associados aprovaram a transformação do Fortaleza em SAF. O estatuto permite a venda de até 49% das ações, mas nenhum investidor firmou acordo desde então, mantendo a associação detentora de 100% do capital. O dirigente entende que a falta de aporte externo limita a competitividade do clube diante de rivais que já captaram recursos, como o Bahia.
O modelo baiano, adquirido pelo Grupo City em 2023, tornou-se um dos casos mais estudados no país. Conforme reportagem do portal ge.globo (confira detalhes da aprovação da SAF), o investimento viabilizou contratações de impacto e modernização da infraestrutura, pontos ressaltados por Paz.
Comparações alimentam debate sobre o futuro das SAFs
Ao enfatizar que “nem toda SAF é igual”, o dirigente destacou que a transparência de governança e a capacidade de atrair investidores pesam mais do que a simples mudança de estatuto. Ele considera que a experiência do Bahia comprova a necessidade de capitalizar o projeto com parceiros estratégicos, enquanto o Fortaleza segue operando apenas com receitas próprias.
Paz concluiu afirmando que a discussão sobre modelos de gestão deve se basear em resultados sustentáveis, e não apenas na posição final da tabela. “O torcedor quer vitória, mas o clube precisa de saúde financeira para permanecer competitivo ao longo dos anos”, resumiu.
No futebol brasileiro, a ascensão de SAFs como a do Bahia reforça a importância de estruturas profissionais e investimentos sólidos. Continue acompanhando outras análises sobre os clubes do estado na editoria Bahia e fique por dentro das principais notícias esportivas.
Crédito da imagem: Mateus Lotif / Fortaleza
Fonte: Futebol Baiano
