Rogério Ceni STJD é o termo que domina a pauta esportiva após o técnico do Bahia, o zagueiro David Duarte e o diretor de futebol Cadu Santoro serem denunciados no Superior Tribunal de Justiça Desportiva por críticas à arbitragem da partida contra o Palmeiras, disputada em 5 de abril, na Arena Fonte Nova.
Motivo da denúncia
O Bahia perdeu por 2 a 1, mas o resultado ficou em segundo plano depois das declarações inflamadas. Rogério Ceni e Cadu Santoro foram enquadrados no artigo 258, parágrafo 2º, inciso II, por “desrespeitar os membros da equipe de arbitragem ou reclamar desrespeitosamente de suas decisões”. Já David Duarte respondeu ao artigo 243-F, parágrafo 1º, que trata de ofensas à honra relacionadas ao esporte.
O que disseram Ceni, Duarte e Santoro
Em entrevista pós-jogo, Ceni alegou que “o VAR decidiu a partida” e defendeu que o árbitro de vídeo, Rodolpho Toski, “deveria conceder entrevista” para explicar o lance que originou o gol contra de Ramos Mingo. O treinador questionou uma possível falta de Gustavo Gómez em David Duarte, não revisada pelo VAR.
Nos corredores da Fonte Nova, o diretor Cadu Santoro afirmou ao árbitro principal: “De novo você, hein? Já nos prejudicou contra o Ceará e agora aqui novamente. Aqui você não apita nunca mais”.
O zagueiro David Duarte, por sua vez, declarou que “o juiz veio aqui e nos roubou na nossa casa”, acrescentando que o próprio Gómez admitira o toque no lance decisivo.
Punições em jogo
Se condenados, Ceni pode levar até seis partidas de suspensão, enquanto Santoro corre risco de afastamento entre 15 e 180 dias. David Duarte pode ser suspenso por quatro a seis jogos e multado em até R$ 100 mil. A sessão de julgamento está marcada para as 11h30, conforme pauta divulgada anteriormente pelo STJD.
Segundo o regulamento do STJD, as sanções levam em conta a gravidade da infração e eventuais antecedentes disciplinares.
Multas por atraso
Além das críticas, Bahia e Palmeiras foram denunciados por atraso na volta do intervalo. A súmula registra quatro minutos para o Tricolor e dois para o clube paulista. A pena varia de R$ 100 a R$ 1 mil por minuto excedido.
O resultado do julgamento pode influenciar diretamente a campanha do Bahia nas próximas rodadas, retirando de campo peças importantes do elenco e da comissão técnica.
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Crédito da imagem: Letícia Martins/EC Bahia
Fonte: Futebol Baiano
