Rogério Ceni explica pênalti perdido do Bahia e admite erro na decisão que colocou Luciano Juba na cobrança que poderia empatar o duelo contra o Remo, encerrado em 4 a 1 para os paraenses no Mangueirão.
Contexto da cobrança decisiva
Na partida válida pela oitava rodada do Brasileirão, o Esporte Clube Bahia perdia por 2 a 1 quando Erick Pulga sofreu pênalti. Apesar de Everaldo, artilheiro tricolor em penalidades (14 gols em 15 tentativas), estar em campo, a bola ficou com Luciano Juba. O goleiro adversário defendeu e, na sequência, o Remo ampliou o placar, impondo a primeira derrota baiana na competição.
Explicação de Rogério Ceni
Em entrevista pós-jogo, Rogério Ceni revelou ter conversado previamente com os dois atletas, deixando a escolha a critério deles. O treinador reconheceu, porém, que Everaldo deveria ter assumido a responsabilidade devido ao momento favorável — o centroavante já havia marcado anteriormente na partida.
“Eu disse aos dois que conversassem. Trabalham cobranças todos os dias e têm bom aproveitamento. Mas, naquele instante, imaginei que o Everaldo pegaria a bola”, declarou Ceni. Ele acrescentou que Juba também possui bom histórico nos treinos, reforçando que a confiança do meia foi determinante para a decisão.
Comparações e cobrança da torcida
O revés aumentou a pressão da torcida, que lembrou penalidades desperdiçadas por Willian José em partidas anteriores. Na avaliação do técnico, críticas após cada erro individual “mudam o cobrador da vez”, criando instabilidade. “Se cada um que errar for substituído, logo não teremos mais cobradores”, ironizou.
Para contextualizar, estatísticas da Globo Esporte mostram que equipes com um batedor fixo mantêm aproveitamento superior a 80 % em pênaltis convertidos, reforçando a importância da definição clara desse papel.
Próximos passos
Ceni afirmou que revisitará o protocolo de cobranças antes do próximo compromisso. A tendência é de que Everaldo retome a prioridade nas penalidades, mas o treinador não descartou outros nomes, desde que “o cobrador mostre confiança e histórico positivo”.
Em resumo, o Bahia deixou escapar a chance de igualar o placar e acabou sofrendo a goleada por 4 a 1, perdendo a invencibilidade. A discussão sobre quem deve cobrar pênaltis ganhou força e deverá ser resolvida internamente para evitar novos tropeços.
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Crédito da imagem: Letícia Martins/EC Bahia
Fonte: Futebol Baiano
