Rogério Ceni critica Bahia por falta de preparo na Série A logo após a derrota por 4 a 1 para o Remo, no Mangueirão, em 23 de março de 2026, colocando em dúvida a maturidade psicológica do elenco para brigar nas primeiras posições do Brasileirão.
Rogério Ceni critica Bahia por falta de preparo na Série A
Em entrevista coletiva concedida em Belém, o técnico Rogério Ceni afirmou que o Esquadrão de Aço mostrou “medo de ser feliz” ao perder a vantagem conquistada ainda no primeiro tempo. Segundo o treinador, o time baiano dominou os 35 minutos iniciais, abriu o placar e, a partir daí, sofreu um apagão tático e emocional que permitiu a reação do Remo.
Ceni destacou que a equipe “não tem personalidade para continuar, para chegar lá no topo” quando enfrenta pressão fora de casa. “Até o gol, só nós criamos chances. Depois mudamos de atitude e não soubemos reagir”, lamentou.
O ponto mais crítico, de acordo com o comandante, foi a instabilidade que se intensificou após o empate adversário e o desperdício de um pênalti ainda antes do intervalo. Para ele, o Bahia evidenciou falta de preparo mental, algo incompatível com um clube que almeja encerrar a temporada entre os líderes da Série A.
Além das questões emocionais, Ceni questionou o comprometimento do elenco em momentos decisivos. “Ficamos com receio de assumir a responsabilidade de figurar entre os primeiros”, disse, acrescentando que o comportamento é “inaceitável” para quem deseja lutar pelo topo.
O treinador também comparou a atuação fragilizada em Belém ao desempenho mais agressivo mostrado diante do Bragantino em rodada anterior. Para recuperar a confiança, o grupo terá período de treinos no CT Evaristo de Macedo durante a Data Fifa. O objetivo é aproveitar a sequência como mandante contra Athletico e Palmeiras, no início de abril, para provar que aprendeu a lição.
A cobrança por força mental encontra respaldo em especialistas. Um relatório da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aponta que times com melhor índice de resiliência psicológica mantêm, em média, 18% a mais de pontos conquistados fora de casa em comparação aos rivais.
Internamente, a diretoria do Bahia estuda promover acompanhamento psicológico intensivo ao elenco, além de sessões específicas de “treino de cenário” — atividades voltadas a simular pressões de jogo. Ceni, por sua vez, pretende manter diálogo direto com líderes de vestiário para reforçar a necessidade de postura firme, mesmo diante de adversidades.
No curto prazo, a comissão técnica vê nos próximos confrontos em Salvador a chance de recuperar o moral. “Temos de usar nossa casa para mostrar que aprendemos. Precisamos de resultados e de atitude”, concluiu o treinador, reforçando que qualquer vacilo pode custar a permanência no pelotão de frente.
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Crédito da imagem: Letícia Martins / EC Bahia
Fonte: EC Bahia
