Rogério Ceni explica poucas chances a atletas da base do Bahia O treinador tricolor afirmou que, embora acompanhe de perto o sub-20, a utilização dos garotos dependerá de saídas no elenco principal e do momento de cada partida.
Rogério Ceni explica poucas chances a atletas da base do Bahia
Ao comentar a participação limitada dos jovens formados no Centro de Treinamento Evaristo de Macedo, Rogério Ceni destacou que o fato de conhecer bem os atletas não significa, necessariamente, promovê-los de imediato. “Assisto aos jogos do sub-20, analiso nomes como Kauê, Ruan Pablo, David Martins, Caio Suassuna e Dell, mas eles não são solução para tudo”, declarou o técnico.
Segundo Ceni, a decisão de escalar ou mesmo relacionar promessas envolve uma equação complexa: experiência, momento tático e necessidade de resultado. “Entre um garoto de 17 ou 18 anos e um jogador mais pronto, é difícil deixar o mais velho de fora. Para que a base ganhe protagonismo, precisa haver espaço criado por lesões, vendas ou queda de rendimento”, explicou.
Os números recentes ilustram o contraste com outros clubes. Contra o Cruzeiro, o Bahia sofreu gol de Kaique Kenji, de apenas 20 anos. Diante do Grêmio, Viery, 21, balançou a rede. E, na vitória sobre o Botafogo, o primeiro gol foi marcado pelo volante Huguinho, 19. Já no elenco tricolor, nomes como Dell voltaram ao sub-20, enquanto Kauê Furquim, contratado por R$ 14 milhões junto ao Corinthians, sequer é relacionado.
Ceni apontou ainda que a diretoria vê a formação de atletas como prioridade de médio prazo. “O objetivo do clube é revelar jogadores, abrir mão de veteranos gradualmente. Fredi e Sidney, por exemplo, têm feito bons jogos e podem ganhar minutos no futuro”, disse. Ele reforçou que a comissão acompanha diariamente os treinos da base, mas reiterou: “Eles precisam estar preparados para assumir responsabilidade quando a oportunidade vier”.
Especialistas lembram que a transição bem-sucedida exige planejamento. Em relatório da CBF, técnicos apontam que minutos consistentes no profissional ajudam na valorização e na saúde financeira dos clubes.
Para Ceni, o ponto de equilíbrio será atingido com paciência: “Queremos lançar atletas, mas sem queimá-los. A ideia é que, ao longo da temporada, esses garotos ganhem confiança e, quando houver saída de algum titular, assumam naturalmente”.
Em resumo, o Bahia aposta na base, mas sem pressa. A evolução dos jovens será monitorada, enquanto o elenco principal tenta manter regularidade na Série A.
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Crédito da imagem: Letícia Martins/EC Bahia
Fonte: Futebol Baiano
