Rogério Ceni analisa eliminação do Bahia e explica pênaltis – O treinador tricolor reconheceu, em entrevista coletiva concedida em 26 de fevereiro de 2026, que a queda diante do OHiggins na segunda fase preliminar da Libertadores representou um dos abalos mais severos de sua passagem pelo clube.
Rogério Ceni analisa eliminação do Bahia e explica pênaltis
Gol perdido e lance “bobo” mudaram o jogo
Ceni descreveu o primeiro tempo na Arena Fonte Nova como “altamente dominante”, mas lamentou a incapacidade de transformar o volume em um terceiro gol que asseguraria a classificação. O técnico apontou a falha de Ademir no momento de afastar a bola como decisiva: “Num lance bobo você acaba jogando tudo fora”. Segundo ele, o erro psicológico se equipara apenas à luta contra o rebaixamento vivida em 2023.
Critérios para a escolha dos batedores
Questionado sobre a ordem das penalidades, o comandante revelou que o jovem Dell foi escolhido por apresentar melhor desempenho nos treinos e pela experiência em seleções de base. “Ele bate melhor que os homens de defesa. Estava entre ele e Kike, mas o aproveitamento dele é superior”, explicou Ceni.
Sobre Everton Ribeiro, que perdeu a cobrança decisiva, o técnico defendeu o meia: “Só erra quem assume a responsabilidade”. Para Ceni, a comissão técnica oferece a chance, e o atleta que se sente preparado assume o risco.
Consequências para a temporada
A eliminação internacional pressiona o Bahia a focar nas competições restantes, especialmente o Campeonato Baiano e a Série A. Ceni admitiu que será necessário um “trabalho imediato de reconstrução emocional”: “Carregamos um peso gigantesco para a sequência do ano”.
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Sem compromissos continentais, a equipe volta suas atenções ao duelo contra a Juazeirense, marcado para sábado, 28 de fevereiro, pela semifinal estadual.
Próximos passos e ajustes
Com a agenda liberada no meio da semana, o elenco pode ganhar descanso, mas ainda há indefinição sobre a escalação que enfrentará a Juazeirense. Ceni sinalizou a possibilidade de utilizar titulares, dependendo da resposta física do grupo.
O treinador também destacou a necessidade de melhorar a eficiência ofensiva e o controle emocional nos minutos finais – aspectos que, segundo ele, custaram caro na Libertadores. Estatísticas da CONMEBOL mostram que o Bahia finalizou 18 vezes, mas marcou apenas duas vezes na série de 180 minutos contra o OHiggins.
No fim das contas, o recado de Ceni foi direto: “Precisamos lamber as feridas e virar a chave. A temporada continua, e a torcida merece nossa resposta dentro de campo”.
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Crédito da imagem: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Fonte: ecbahia.com
