Reunião da Celac sobre crise na Venezuela tem presença de Mauro Vieira
Reunião da Celac sobre crise na Venezuela contou, no domingo, 4 de janeiro de 2026, com a participação do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. O encontro, realizado por videoconferência, foi convocado em caráter extraordinário para avaliar os impactos do ataque militar norte-americano que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.
Celac busca posição unificada diante da intervenção
A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) reúne 32 nações e atua como fórum de concertação política regional. Diante da operação realizada pelos Estados Unidos na capital Caracas, o bloco pretende adotar uma linha comum que preserve a estabilidade do continente e resguarde os princípios de soberania. Diplomatas ouvidos afirmam que o Brasil e outros países pretendem defender o diálogo como caminho para evitar a escalada de tensões.
Detalhes do ataque e repercussão internacional
Na véspera da reunião, múltiplas explosões atingiram bairros de Caracas. Unidades de elite norte-americanas desembarcaram no país, capturaram Maduro e o transferiram para Nova York. A ação remete à invasão do Panamá, em 1989, quando Manuel Noriega foi detido sob acusações de narcotráfico. Desta vez, Washington alega que Maduro lidera o suposto cartel “De Los Soles”, embora especialistas questionem a existência da organização criminosa.
Analistas entendem que o episódio reforça interesses estratégicos dos Estados Unidos sobre as maiores reservas de petróleo do planeta e sobre as relações que Caracas mantém com China e Rússia. Em reportagem da BBC News Brasil, especialistas descrevem a operação como “mudança de regime por meios militares”, algo não observado no continente desde o fim da Guerra Fria.
Papel do Brasil na videoconferência
Mauro Vieira, representando o governo brasileiro, reiterou a necessidade de respeito ao direito internacional e pediu investigação independente sobre a legalidade da intervenção. Fontes diplomáticas indicam que Brasília tentará articular uma nota conjunta exigindo garantias para a população civil venezuelana e solicitando que o Conselho de Segurança da ONU seja acionado.
Além da crise humanitária potencial, a Celac debate mecanismos de cooperação para manter fluxos comerciais e energéticos da região. A depender do resultado da reunião, o grupo poderá enviar missão de chanceleres a Nova York para dialogar com autoridades norte-americanas e exigir esclarecimentos sobre o destino de Maduro.
Em resumo, a videoconferência extraordinária reforça o papel da Celac como fórum unificado de defesa da autonomia latino-americana em meio à ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Para acompanhar os próximos desdobramentos diplomáticos, acesse a editoria Internacional do Giro pela Bahia e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
