Renato Paiva no Bahia: técnico relata ameaça à família e arrependimento
Renato Paiva no Bahia: o treinador português revisitou sua breve passagem pelo Esporte Clube Bahia e admitiu ter se arrependido de pedir demissão, além de revelar que a filha recebeu mensagens de ameaça nas redes sociais.
Pressão intensa e decisão pela saída
Primeiro comandante do clube na Era SAF, Paiva não alcançou os resultados esperados no início de 2023 e deixou o cargo após forte pressão da torcida. Segundo o técnico, as críticas extrapolaram o campo esportivo quando perfis invadiram o Instagram de sua filha com ameaças diretas. “Houve entradas no Instagram da minha filha a ameaçá-la”, relatou o treinador no quadro Área Técnica, do ge.
Divergências com o grupo de Saúde e Performance
O português explicou que, durante o período em Salvador, discordou da metodologia adotada pelo departamento de Saúde e Performance do Grupo City. Para ele, a preparação física idealizava intervenções que não se alinhavam ao modelo de treinos de sua comissão técnica, especialmente em uma rotina de jogos a cada três dias. “Meu preparador físico não estava satisfeito com as interferências, e isso gerou incômodos”, explicou.
Arrependimento por deixar o clube
Instalado no Rio de Janeiro, onde vive com a esposa brasileira, Paiva afirmou ter se precipitado ao pedir desligamento. “Se pudesse voltar, não teria saído”, declarou, indicando que sair em meio à crise de resultados e pressões externas se revelou uma escolha intempestiva.
Passagens por Botafogo e Fortaleza
Depois de sair do Tricolor, o treinador assumiu o Botafogo, guiando o time no Mundial de Clubes antes de ser demitido. Paiva atribuiu a dispensa a desentendimentos com John Textor, proprietário da SAF alvinegra. “Fui despedido porque não permiti interferências no meu trabalho. Esse foi o verdadeiro motivo, não a eliminação para o Palmeiras”, pontuou. O técnico também teve passagem pelo Fortaleza, ampliando sua experiência no futebol brasileiro.
Família como prioridade
As ameaças à filha reforçaram a necessidade de proteção familiar. Paiva ressaltou que, embora acostumado à pressão esportiva, ultrapassar a barreira pessoal não deve ser tolerado. “Quando a família é envolvida, tudo muda de figura”, afirmou.
O episódio evidencia os desafios enfrentados por profissionais estrangeiros no país e reacende o debate sobre segurança de atletas e técnicos em ambientes de alta exposição pública.
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Crédito da imagem: Infoesporte
Fonte: Futebol Baiano
