Redução de investimentos do Bahia foi o ponto central da entrevista coletiva mais recente de Rogério Ceni. O treinador reconheceu que a equipe evoluiu menos entre 2025 e 2026 do que nos ciclos anteriores e atribuiu a desaceleração à necessidade de adequar a folha salarial e mudar o perfil do elenco.
Menos aporte financeiro e mudança de estilo
Ceni recordou que, em 2024, o Esquadrão teve um aporte robusto, agora reduzido para que o clube “caminhe com as próprias pernas”. Segundo o técnico, a estratégia atual prioriza atletas de força e explosão, em contraste com o time de 2025, mais voltado ao controle da posse de bola.
“Investimos bastante em 2024. Neste ano o investimento é mais contido”, explicou o comandante tricolor, destacando que o desafio é recuperar o rendimento de 2025 apostando em maior competitividade e marcação intensa, sobretudo fora de casa.
Contratações, saídas e impacto no rendimento
Entre as principais chegadas de 2026, o volante paraguaio Roman Gomez custou cerca de R$ 16 milhões e já assumiu a titularidade com 21 anos. Na janela do meio do ano, o centroavante argentino Alejo Veliz deve se tornar a contratação mais alta da temporada, por aproximadamente 9 milhões de euros (cerca de R$ 56 milhões).
Outras aquisições incluem o atacante Kike Olivera, emprestado para substituir Kayky, e Everaldo, também por empréstimo. Ronaldo permaneceu no elenco após compra de R$ 5 milhões.
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Ceni lembrou ainda que os nomes fechados no segundo semestre de 2025 – cada um por R$ 32 milhões – tiveram pouco tempo de adaptação. O meia Mateo Sanabria, lesionado em outubro de 2025, voltou recentemente e soma cinco jogos, um gol e três assistências. Já o zagueiro Luiz Gustavo acumula cinco partidas, todas no Campeonato Baiano, sem convencer a comissão técnica.
Expectativa da torcida e metas para 2026
O técnico reconheceu a pressão por conquistas maiores após participações consecutivas na Libertadores. Ele admitiu: “De 2025 para 2026 não conseguimos elevar o nível. Estamos sofrendo um pouco e precisamos melhorar”. Ainda assim, projeta brigar na parte de cima da tabela, mesmo com o menor orçamento.
Especialistas apontam que clubes brasileiros enfrentam cenário semelhante de ajuste financeiro. De acordo com levantamento do Ge.globo.com, a contenção de gastos tem sido prática comum para equilibrar as contas após temporadas de forte investimento.
A menor carteira de contratações, somada à reformulação tática, faz de 2026 um teste para o projeto de longo prazo de Rogério Ceni no Bahia. O treinador aposta que a nova configuração trará melhores resultados como visitante e reduzirá a dependência de jogos em Salvador.
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Crédito da imagem: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Fonte: EC Bahia
