Quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS é mantida por Alcolumbre A decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi confirmada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a análise de um recurso apresentado por 14 parlamentares governistas.
Quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS é mantida por Alcolumbre
No recurso, os congressistas alegavam que a maioria da CPMI teria rejeitado os requerimentos referentes a Lulinha, mas que o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), proclamou a aprovação mesmo com apenas sete parlamentares de pé – sinal utilizado para indicar votos contrários. O grupo sustentou que, ao todo, 14 integrantes teriam manifestado oposição à medida.
Alcolumbre solicitou pareceres da Advocacia do Senado e da Secretaria-Geral da Mesa. Os órgãos informaram que 31 parlamentares registraram presença na sessão de 26 de fevereiro, o que exigiria 16 votos contrários para derrubar os pedidos. Com base nesses números, o presidente do Senado entendeu que, mesmo se houvesse erro na contagem visual feita por Viana, a quantidade apontada pelos governistas não alcançaria a maioria necessária para anular a deliberação.
“A presidência conclui que não há violação evidente às normas regimentais”, destacou Alcolumbre em despacho divulgado recentemente, acrescentando que a intervenção do comando do Congresso não se faz necessária diante da falta de indícios claros de irregularidade.
O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A medida inclui também a elaboração de relatórios de inteligência financeira, com objetivo de obter dados bancários e fiscais de Lulinha. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou, em 18 de dezembro de 2025, nova fase da Operação Sem Desconto. A investigação apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados que teria lesado aposentados e pensionistas do INSS em todo o país.
Mensagens encontradas no celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como principal operador do esquema, mencionam o repasse de pelo menos R$ 300 mil “para o filho do rapaz”, expressão que, de acordo com os investigadores, faria alusão a Lulinha.
Em nota, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva reafirmou que ele “não possui relação com fraudes contra beneficiários do INSS, não participou de desvios nem recebeu valores de fontes ilícitas”.
Detalhes adicionais sobre a tramitação do recurso e os pareceres técnicos podem ser conferidos no portal oficial do Senado Federal, considerado referência em informações legislativas (www12.senado.leg.br).
Para acompanhar outras coberturas sobre política nacional, visite a editoria Política do Giro pela Bahia e fique por dentro dos próximos desdobramentos.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
