O Partido dos Trabalhadores (PT) se reúne para discutir a melhor forma de reagir à recente decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Essa avaliação ocorre na manhã de sexta-feira, 29 de maio, e, segundo membros da legenda, o assunto é considerado “sensível” e necessita de cautela.
A expectativa é que ao longo do dia haja conversas para alinhar o discurso e definir os próximos passos. O tema da segurança pública é central, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando, e é uma questão muito relevante para a população brasileira.
Pesquisas demonstram que a segurança é a principal preocupação dos brasileiros atualmente. Essa preocupação traz um dilema para o PT: um posicionamento contrário à decisão dos Estados Unidos pode dar a impressão de tolerância ou omissão em relação às facções criminosas, além de fornecer argumentos para a oposição sobre a defesa da criminalidade.
Internamente, há discussões sobre a possibilidade de retomar o discurso da soberania, que já havia sido bem-sucedido durante o período de tarifas e da Lei Magnitsky, que ajudou a elevar a popularidade do presidente Lula. Essa estratégia foi considerada logo após Flávio Bolsonaro divulgar seu encontro com o então presidente norte-americano, Donald Trump. No entanto, a repercussão da decisão pode mudar esse cenário.
O presidente Lula deve analisar cuidadosamente os dados antes de se pronunciar, em conjunto com o chanceler Mauro Vieira e o Ministério de Relações Exteriores. O PT também realiza uma avaliação externa sobre a situação. Informações apontam que o Palácio do Planalto foi “pego de surpresa” com a decisão dos EUA. Apesar disso, a avaliação interna sugere que essa mudança pode expor o Brasil a ações militares.
