Prisão do rapper Oruam é novamente determinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), depois que relatórios apontaram 28 interrupções no sinal da tornozeleira eletrônica em 43 dias.
Prisão do rapper Oruam é determinada pelo STJ após violações
Em despacho assinado em 3 de fevereiro de 2026, o ministro Joel Ilan Paciornik revogou a própria decisão que havia colocado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, em liberdade monitorada desde setembro do ano anterior. O relator considerou que as falhas registradas entre setembro e novembro configuram descumprimento das condições impostas.
O documento apresentado ao magistrado mostra que, no período analisado, ocorreram 28 perdas de sinal do equipamento, o que inviabiliza o controle de localização do investigado. Diante dos registros, Paciornik determinou a expedição de novo mandado de prisão.
Oruam responde a inquérito conduzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por associação para o tráfico, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano ao patrimônio, ameaça e lesão corporal. As acusações surgiram após operação realizada em julho de 2025, quando, segundo os investigadores, o artista e outros suspeitos tentaram impedir o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado como segurança de chefes do Comando Vermelho.
Filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, Oruam vinha usando tornozeleira desde setembro, medida que substituiu a prisão preventiva decidida anteriormente pela Justiça fluminense. Agora, com a nova ordem de captura, ele deverá voltar ao sistema prisional.
Em nota pública replicada por veículos especializados, a defesa do músico afirma que ainda não foi notificada oficialmente e que pretende recorrer da decisão. O Superior Tribunal de Justiça não divulgou prazo para o cumprimento do mandado.
Para acompanhar outras decisões judiciais que impactam casos de repercussão, visite a seção Justiça do nosso portal e continue informado sobre os desdobramentos.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
