Prisão de prefeito e primeira-dama de Turilândia é mantida pelo TJMA
Prisão de prefeito e primeira-dama de Turilândia é mantida pelo TJMA. Em decisão datada de 12 de janeiro de 2026, a desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), negou pedido de liberdade provisória apresentado pelo procurador-geral de Justiça do estado, Danilo José de Castro Ferreira, e manteve detidos os principais investigados na Operação Tântalo II, acusados de desviar R$ 56 milhões dos cofres de Turilândia (MA).
Tribunal mantém prisão preventiva dos principais investigados
Com a decisão, o prefeito Paulo Curió, a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima, o marido dela, Marlon de Jesus Arouche Serrão, e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros, continuam presos preventivamente no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A magistrada converteu em prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico, a detenção da pregoeira Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, diagnosticada com câncer de útero.
Exoneração coletiva expõe tensão no Ministério Público
No dia 11 de janeiro, dez promotores que integravam o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) pediram exoneração dos cargos de coordenação, em protesto contra o parecer da Procuradoria-Geral favorável à liberdade dos investigados. Para o grupo, a manifestação “destoou das premissas técnicas” que embasaram a investigação e comprometia a credibilidade do Ministério Público no combate ao crime organizado.
Em nota, a Procuradoria-Geral justificou que “exonerações em estruturas administrativas são eventos naturais” e assegurou que suas medidas respeitam a Constituição e a legislação penal. O procurador-geral designou o procurador Haroldo Paiva de Brito para coordenar o Gaeco e a Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI), garantindo continuidade às apurações.
Operação Tântalo II: R$ 56 milhões em desvios sob suspeita
Deflagrada em 22 de dezembro de 2025, a Operação Tântalo II investiga fraude em licitações, superfaturamento de contratos e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, um esquema liderado por Paulo Curió teria desviado recursos destinados a serviços essenciais do município. Os investigados respondem por organização criminosa, peculato e outras infrações correlatas. A defesa alega insuficiência de provas para manter as prisões, mas o TJMA entendeu que a medida é necessária para proteger a instrução processual e prevenir novos delitos.
Detalhes das decisões estão disponíveis no portal oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão, onde tramitam os autos do processo.
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Crédito da imagem: Ribamar Pinheiro/TJMA
Fonte: Ribamar Pinheiro/TJMA
