Prisão de Bolsonaro é defendida por ministros do governo
Prisão de Bolsonaro é defendida por ministros do governo na avaliação de Gleisi Hoffmann e Guilherme Boulos, que apontam que a ordem do ministro Alexandre de Moraes seguiu o devido processo legal e afastou risco de fuga do ex-presidente condenado por tentativa de golpe.
Argumentos apresentados pelo governo
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal observou todas as etapas processuais conduzidas pela Procuradoria-Geral da República na ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado. Segundo ela, Moraes considerou “riscos reais de fuga” e o histórico de pressões contra o Judiciário, como episódios de coação e sanções econômicas articuladas por aliados do ex-presidente.
Também nas redes sociais, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou que “ninguém está acima da democracia” e classificou a prisão como um marco para o país, reforçando que “ditadura nunca mais”. Um dia antes, Boulos já havia lembrado a evasão de parlamentares ligados ao ex-mandatário, citando Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem.
Motivos que levaram Moraes a decretar a prisão
A ordem de prisão preventiva, cumprida no sábado (22), decorreu da convocação de uma vigília marcadas para as proximidades da residência onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto. Para Moraes, o encontro poderia gerar tumulto e facilitar uma eventual fuga, agravada pela tentativa de violação da tornozeleira eletrônica detectada na madrugada do mesmo dia.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses no processo do Núcleo 1 da trama golpista. A audiência de custódia está marcada para amanhã (23), e a defesa confirmou que pretende recorrer.
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Próximos passos do processo
Com a prisão preventiva, a execução da pena poderá ser iniciada nas próximas semanas, caso não haja decisão em contrário do STF. Bolsonaro permanece proibido de acessar embaixadas, manter contato com autoridades estrangeiras ou utilizar redes sociais, restrições impostas desde a prisão domiciliar.
Detalhes sobre o andamento do caso podem ser acompanhados no site do Supremo Tribunal Federal, que reúne despachos e decisões relacionadas ao processo.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
