Prete Bixa: Marco Antonio Fera retorna à escola em clipe
Prete Bixa: Marco Antonio Fera retorna à escola em clipe abre a nova fase do artista paulista, que gravou o vídeo na instituição onde, aos 10 anos, foi expulso por dublar Whitney Houston diante dos colegas.
Afrobeat encontra funk e maculelê
Lançado em 20 de novembro, o single marca a primeira imersão de Marco Antonio Fera no afrobeat, gênero popularizado por Fela Kuti. A mistura de batidas nigerianas com funk carioca e maculelê destaca a proposta política de Fera: transformar dor infantil em arte coletiva. O músico frisa que retornar à mesma sala de aula “foi histórico” e converteu “silêncio em celebração”.
Vídeo celebra negritude queer e cultura ballroom
Com direção do cineasta carioca Macario, o clipe coloca corpos negros e dissidentes em movimento inspirado no vogue e na cultura ballroom. A participação da artista visual Diva Green, reconhecida pela criação de turbantes e penteados afrodiaspóricos, reforça a noção de ancestralidade e pertencimento. O resultado é descrito por Fera como um “manifesto para dançar e pensar”.
Trajetória de resistência
Nascido em Sorocaba (SP), Marco Antonio Fera consolidou a voz na cena independente com o álbum “Corpo Desobediente” (2023), que debate amor, liberdade e identidade negra. O videoclipe “Três Meninos” já havia projetado relações além das normas binárias; agora, “Prete Bixa” amplia esse discurso, colocando a dança no centro da performance e reafirmando a negritude queer brasileira.
Para compreender a influência de Fela Kuti na sonoridade, a BBC oferece um panorama histórico do afrobeat em reportagem detalhada (bbc.com).
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Crédito da imagem: Conexão In
Fonte: Conexão In
