Presidente do Vitória pode ser reeleito após 15 anos Presidente do Vitória, Fábio Mota, tentará manter-se no cargo na eleição marcada para 6 de dezembro de 2025, oportunidade em que o clube pode voltar a ver um dirigente reeleito após um intervalo de 15 anos.
Crise e reconstrução recente
Entre 2014 e 2021, o Esporte Clube Vitória experimentou forte instabilidade política que resultou em sucessivas trocas no comando máximo. A última reeleição ocorreu na gestão de Alexi Portela, encerrada em 2013. Desde então, nenhum presidente rubro-negro conseguiu concluir um mandato e renovar seu vínculo com os conselheiros.
A trajetória de Fábio Mota
Advogado, historiador e pecuarista, Fábio Mota assumiu interinamente a presidência em outubro de 2021, após a destituição de Paulo Carneiro, quando restavam sete rodadas para o fim da Série B. Mesmo sem evitar a queda para a Série C, o dirigente conduziu o retorno à divisão superior já em 2022, numa arrancada que tinha apenas 2 % de probabilidade de sucesso.
No mesmo ano, venceu sua primeira eleição oficial com 66,4 % dos votos. Sob sua administração, o Vitória conquistou o primeiro título nacional de sua história, a Série B de 2023, e encerrou um jejum estadual ao erguer o Campeonato Baiano de 2024 diante do arquirrival Bahia. Ainda naquele ano, escapou da zona de rebaixamento da Série A e garantiu vaga na Copa Sul-Americana.
Campanhas esportivas mais recentes
Em 2025, o time rubro-negro perdeu o título baiano para o Bahia, caiu na fase inicial da Sul-Americana e se despediu da Copa do Brasil na segunda etapa. Na Série A, lutou contra o descenso até a rodada final, livrando-se graças à reação comandada por Jair Ventura, contratado 14 jogos antes do término do campeonato.
Oponente e cenário eleitoral
Mota terá pela frente Marcone Amaral, ex-zagueiro do clube e atual deputado estadual, que concorre como candidato da oposição. Mesmo após uma temporada turbulenta dentro de campo, conselheiros apontam o presidente vigente como favorito, citando a recuperação financeira e a estabilidade administrativa alcançadas desde 2022.
Se confirmado, o resultado romperá um longo período sem continuidade na presidência do Vitória. Segundo dados do Wikipedia, a alternância de poder afetou planejamento esportivo e receitas do clube ao longo da última década.
Ao final da votação, o quadro diretivo para o triênio 2026–2028 estará definido, e o torcedor conhecerá se o Vitória seguirá o projeto de Fábio Mota ou abrirá caminho para a plataforma de Marcone Amaral.
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Crédito da imagem: Victor Ferreira/EC Vitória
Fonte: Futebol Baiano
