Prazo da guerra de Trump no Irã, iniciada sem autorização formal do Congresso norte-americano, encerrará em 1º de maio, limite fixado pela Resolução dos Poderes de Guerra de 1973, que permite mais 30 dias apenas se o presidente justificar “necessidade militar inevitável”.
Prazo da guerra de Trump sem aval do Congresso expira em 1º de maio
A legislação dos Estados Unidos estabelece que ações armadas sem aval parlamentar devem ser concluídas em 60 dias. Caso Donald Trump deseje manter tropas após esse período, precisará enviar certificação por escrito ao Congresso, argumentando que a permanência é indispensável para a segurança na retirada das forças.
O professor brasileiro Rafael R. Ioris, da Universidade de Denver, lembra que a Casa Branca historicamente encontra meios de sustentar operações militares unilaterais. Para ele, desta vez o desfecho dependerá da evolução dos confrontos no Oriente Médio nas próximas semanas.
Parlamentares democratas já apresentaram quatro resoluções para interromper o conflito, todas derrotadas. Na sessão mais recente, em 15 de abril, a proposta foi rejeitada por 52 votos a 47, com um democrata apoiando Trump e um republicano votando contra. “Esses covardes tiveram quatro chances de parar esse caos”, criticou a senadora Tammy Duckworth, autora do texto.
Embora o Partido Republicano continue blindando o presidente, alguns senadores demonstram preocupação com o custo econômico da guerra, que pressiona o preço dos combustíveis e enfrenta rejeição de cerca de 60% da população, segundo pesquisas. O republicano Mike Rounds, da Dakota do Sul, cobrou que a Casa Branca apresente um plano detalhado antes de solicitar prorrogação.
A oposição ainda cogita acionar a 25ª Emenda da Constituição para declarar Trump inapto, o que exigiria apoio do vice-presidente DJ Vance. A ideia ganhou força após declarações do presidente sobre um possível genocídio contra iranianos.
No campo diplomático, o Paquistão tenta mediar um cessar-fogo, mas Teerã condiciona qualquer avanço a tréguas também no Líbano, onde Israel mantém ofensivas. Analistas citados pela Agência Brasil veem a pausa como oportunidade de reposicionamento das forças norte-americanas, cenário igualmente mencionado em comunicado do Conselho de Segurança da Federação Russa.
Reportagem do The New York Times indica que o Pentágono segue reforçando contingente na região, enquanto negociadores iranianos consideram improvável um acordo na próxima rodada de conversas.
Rafael Ioris avalia que a base eleitoral trumpista permanece mobilizada, mas eventual agravamento econômico ou militar poderia aumentar a pressão interna contra o presidente.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Agência Brasil
