O PL conquistou 19 das 54 cadeiras em disputa neste domingo, ampliando sua presença na Casa. Esses eleitos se juntam a nove senadores já em mandato, formando um bloco de 28 parlamentares e elevando a influência da legenda.
O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada do Senado Federal a partir de 2027, com 28 parlamentares, depois de eleger 19 dos 54 senadores que disputaram as eleições deste domingo, 4. O resultado amplia a presença do partido na Casa e dá à legenda a segunda maior bancada de uma sigla no Senado desde a redemocratização.
Os 19 eleitos pelo PL se somarão aos nove senadores que já exercem mandato e não participaram da disputa neste ano. O partido conseguiu eleger os dois senadores em cinco unidades da Federação: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. Além disso, o PL elegeu cinco governadores no primeiro turno.
A eleição renovou dois terços do Senado. Ao todo, 54 das 81 cadeiras estiveram em disputa, com dois senadores eleitos em cada Estado e no Distrito Federal. Os candidatos mais votados em cada unidade da Federação garantiram as vagas.
Os novos senadores terão mandato de oito anos, com término previsto para 2035. A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2027. O MDB elegeu sete senadores, mas passará de nove para oito representantes na Casa. O PT elegeu quatro senadores, incluindo uma dobradinha na Bahia, e manterá nove senadores.
A Federação União-Progressistas terá 11 senadores. O PSD ficará com cinco representantes, enquanto o PSB terá quatro e o Novo, três. PSDB e Podemos terão dois senadores cada. Rede Sustentabilidade e PDT terão um representante cada.
Senadores eleitos
- Acre: Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
- Alagoas: Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
- Amapá: Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
- Amazonas: Eduardo Braga (MDB) e Plinio Valério (PSDB)
- Bahia: Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
- Ceará: Cid Gomes (PSB) e Luizianne (Rede)
- Distrito Federal: Michele Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
- Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
- Goiás: Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União)
- Maranhão: Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
- Mato Grosso: Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL)
- Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
- Minas Gerais: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
- Pará: Helder (MDB) e Chicão (União)
- Paraíba: João Azevêdo (PSB) e Veneziano (MDB)
- Paraná: Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
- Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
- Piauí: Marcelo Castro (PSD) e Júlio César (PSD)
- Rio de Janeiro: Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
- Rio Grande do Norte: Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
- Rio Grande do Sul: Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)
- Rondônia: Dr. Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
- Roraima: Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
- Santa Catarina: Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
- São Paulo: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
- Sergipe: Rogério Carvalho (PT) e Delegado Alessandro (MDB)
- Tocantins: Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)
O Senado é formado por 81 parlamentares, com três representantes de cada Estado e do Distrito Federal. Diferentemente da Câmara dos Deputados, a quantidade de senadores não varia conforme o tamanho da população de cada unidade da Federação.
Cada senador exerce mandato de oito anos. Por isso, a renovação da Casa ocorre de maneira alternada: em uma eleição são escolhidos 27 parlamentares, correspondentes a um terço do Senado; quatro anos depois, são eleitos 54, equivalentes a dois terços. Os 54 senadores eleitos neste domingo se juntarão, portanto, aos 27 parlamentares que já têm mandato assegurado até 2031. A nova composição passará a valer com a posse dos eleitos, em fevereiro de 2027.


