Piloto preso por agressão em Brasília é alvo de novas denúncias O piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, voltou a ser detido na última sexta-feira (30 de janeiro de 2026) após surgir evidência de seu envolvimento em outras agressões, além do espancamento de um adolescente de 16 anos em Vicente Pires, no Distrito Federal.
Piloto preso por agressão em Brasília é alvo de novas denúncias
A Polícia Civil do Distrito Federal informou que a nova ordem de prisão foi expedida depois de reunir provas que ligam Basso a episódios adicionais de violência. Na ocorrência mais recente, o piloto teria usado um taser para forçar uma adolescente de 17 anos a beber álcool durante uma festa. Outro homem também afirmou ter sido agredido pelo suspeito em junho de 2025.
O caso que motivou maior repercussão aconteceu na semana anterior, quando um chiclete arremessado em um amigo da vítima desencadeou a briga. O adolescente recebeu socos e chutes, bateu a cabeça na lataria de um carro e foi internado na UTI do Hospital Águas Claras, onde permanece em coma.
Basso chegou a ser preso logo após a agressão, mas pagou fiança de R$ 24 mil e respondia em liberdade por lesão corporal grave. Com a nova decisão judicial, ele foi encaminhado novamente ao sistema prisional, agora indiciado por tentativa de homicídio qualificado, segundo a Polícia Civil.
Além das implicações criminais, o piloto foi desligado da Fórmula Delta, categoria na qual competia. A organização confirmou que a suspensão é definitiva enquanto durar a investigação.
A defesa, representada pelo advogado Eder Fior, informou que se manifestará somente após a audiência de custódia, prevista para este sábado (31). Em depoimento anterior, Basso alegou que tentou conter a briga e que teria reagido após levar um soco da vítima. “Minha intenção não foi machucar, mas apartar”, declarou na ocasião.
Casos de violência envolvendo figuras públicas atraem atenção de autoridades e da sociedade. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que denúncias de agressões cometidas por jovens de classe média alta têm aumentado, tema que, segundo especialistas consultados pelo Ministério Público do DF, exige políticas de prevenção e responsabilização mais rigorosas.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
