Pharmakon: saga sci-fi brasileira lota sessões no Rio desperta debates acalorados ao reunir mais de 500 espectadores em exibições independentes no Estação Net Botafogo, provando a força do boca a boca no circuito alternativo.
Pharmakon: saga sci-fi brasileira lota sessões no Rio
Pharmakon, criação do cineasta e escritor Angelo Santoro, tornou-se o principal destaque da mostra Cine Tupyfagia, conquistando o status de fenômeno cult no tradicional cinema de rua carioca. Apoiada apenas por recursos próprios e divulgação orgânica, a série combina terror, ficção científica e crítica social ácida para questionar a moralidade humana em um futuro distópico.
Mesmo sem patrocínios oficiais, a produção celebrou a marca simbólica de 500 ingressos vendidos. Após cada sessão, rodadas de discussão transformam os corredores do cinema em um verdadeiro fórum sobre dependência, corrupção e ganância, principais temas dos capítulos já lançados.
A trama gira em torno de um reality show intergaláctico comandado pelo enigmático apresentador Pharmakon, interpretado por Lip Dcarli. No primeiro episódio, as câmeras alienígenas expuseram a dependência química. Nesta nova fase, a lente se volta para a corrupção familiar como espelho de uma sociedade adoecida.
Angelo Santoro explica que o objetivo é confrontar o público com comportamentos normalizados no cotidiano: “Quis imaginar como vizinhos de outras galáxias julgariam nossas falhas mais banais”, afirmou o diretor, em declaração reproduzida após a sessão. A estética vintage, inspirada em clássicos da sétima arte, reforça o contraste entre o visual lúdico e o teor perturbador da narrativa.
O resultado não seria possível sem a parceria do roteirista e assistente de direção Felippe Napolitano, do diretor de fotografia Marcelo Delfino e dos assistentes Helen Iris e Alessandro Verás. No elenco, nomes como Regina Hadjedje, Max Frederick, Rizia Fernandes, Mirian Muller, Mya Vittori, Chris Pietro, Paullo Dourado, Priscila Dias e Alex Lopes dividem cena com participações especiais de Paulo Fernandes e Mariza Maciel.
Segundo dados públicos da Agência Nacional do Cinema (Ancine), menos de 10 % das produções brasileiras independentes ultrapassam a barreira dos 500 espectadores em telonas comerciais, número que destaca o feito de Pharmakon no mercado restrito.
Sem revelar datas exatas, Santoro adiantou que os próximos capítulos ampliarão a crítica social e prometeu “viradas que devem desconfortar ainda mais o espectador”. Enquanto isso, o Estação Net Botafogo mantém sessões extras, impulsionado por filas constantes e reações entusiasmadas.
Para acompanhar outras produções que movimentam a cena cultural, visite a editoria de Cultura e Entretenimento do Giro pela Bahia e continue de olho nas novidades do cinema independente.
Crédito da imagem: Conexão In
Fonte: Conexão In
