PGR denuncia Bacellar e o ex-deputado Thiego Santos, o TH Joias, ao Supremo Tribunal Federal por suposta obstrução de investigação que apura tráfico de armas e drogas.
PGR denuncia Bacellar e TH Joias por obstrução no STF
Parlamentar licenciado e ex-deputado teriam vazado operação da PF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil) e o ex-deputado Thiego Santos, conhecido como TH Joias, acusando ambos de obstruir uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre tráfico de armas e drogas.
Além dos dois políticos, foram denunciados o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), e mais duas pessoas ligadas a TH Joias. Segundo a acusação, eles teriam repassado informações sigilosas da PF para integrantes do Comando Vermelho (CV), permitindo à organização criminosa esconder provas antes da deflagração da operação.
Como ocorreu o suposto vazamento
De acordo com o relatório policial que embasa a denúncia, Bacellar foi avisado com antecedência sobre a ação que resultaria na prisão de TH Joias. Munido da informação privilegiada, o ex-deputado conseguiu ocultar evidências que poderiam ser apreendidas, dificultando o trabalho dos investigadores.
A investigação aponta o desembargador Macário Ramos como provável fonte do vazamento. O magistrado e TH Joias já cumprem prisão preventiva por ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Bacellar também chegou a ser preso em dezembro de 2025, mas a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) votou por sua soltura; ele permanece afastado da presidência da Casa, licenciado do mandato e monitorado por tornozeleira eletrônica.
Consequências judiciais e penais
Caso o Supremo aceite a denúncia, os investigados passarão à condição de réus e responderão pelo crime de obstrução de investigação, previsto no artigo 2º, §1º, da Lei 12.850/2013, que trata das organizações criminosas. A pena pode chegar a oito anos de reclusão, além de multa.
Até o momento, as defesas de Bacellar, TH Joias e do desembargador Macário Ramos não se pronunciaram. O processo tramita em sigilo, e novas diligências podem ser determinadas pelo relator. Detalhes adicionais sobre a acusação podem ser consultados no site do Supremo Tribunal Federal, que mantém atualizações sobre ações penais em curso.
No âmbito político, a denúncia agrava a crise institucional na Alerj, que já havia sido abalada pela prisão de seu ex-presidente. Analistas afirmam que o caso pode repercutir nas próximas eleições estaduais, sobretudo se a Corte aceitar a peça acusatória e avançar para a fase de instrução processual.
Enquanto isso, TH Joias permanece custodiado na Penitenciária Federal de Brasília, considerada de segurança máxima, onde também estão presos líderes de facções criminosas.
Para acompanhar outras decisões judiciais de relevância nacional, visite a editoria Justiça do nosso site e fique informado sobre os próximos desdobramentos.
Crédito da imagem: Thiago Lontra/ALERJ
Fonte: Agência Brasil
