A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, na quarta-feira, 27 de maio de 2026, nove pessoas envolvidas em um esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso já está sob a análise do Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita em sigilo, sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin.
Entre os denunciados, figuram supostos operadores, lobistas e ex-servidores da Corte. A PGR acusa o grupo de praticar crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo profissional. Segundo a denúncia, as atividades ilícitas ocorreram entre 2019 e 2023.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que a investigação revelou uma organização estruturada, com divisão clara de funções entre os integrantes do esquema. Eles eram responsáveis pela captação de clientes, pelo acesso e elaboração de minutas no STJ e pela lavagem de dinheiro.
“Ficou comprovado que o grupo operava de forma estruturada e organizada”, afirmou Gonet.
O esquema teria envolvido servidores dos gabinetes das ministras Isabel Gallotti e Nancy Andrighi, embora as ministras não estejam sendo investigadas. A PGR identificou o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves como uma das principais figuras do esquema, atuando como intermediário junto aos tribunais em Brasília.
A denúncia da PGR é um desdobramento de um longo processo de investigação que busca desvendar a profundidade da corrupção no sistema judiciário brasileiro. O caso tem gerado grande repercussão na sociedade, levantando questões sobre a integridade das instituições e a necessidade de reformas para garantir a transparência e a justiça.
O cenário é preocupante, especialmente em um momento onde a confiança nas instituições é fundamental para a estabilidade do país. As investigações continuam e novas informações podem surgir à medida que o processo avança no STF.
