A Polícia Federal (PF) fez uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, nesta quarta-feira, 8. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que emitiu uma ordem judicial com o objetivo de localizar armamentos, munições, acessórios e certificados de registro relacionados ao ex-chefe do Executivo.
O advogado de defesa de Bolsonaro, João Henrique Freitas, acompanhou a operação e informou que, após a busca, os agentes saíram sem apreender qualquer material. Freitas expressou sua indignação nas redes sociais, classificando a ação policial como lamentável e ressaltou que a equipe jurídica já havia informado ao poder público sobre a localização exata do arsenal registrado em nome do ex-presidente.
A operação da PF ocorreu logo após o Exército Brasileiro relatar falhas na entrega das armas de Bolsonaro, que deveriam ser recolhidas pela PF. O ministro Alexandre de Moraes havia determinado que todo o acervo bélico do ex-mandatário fosse entregue, mas, segundo informações, o comando do Batalhão de Polícia do Exército repassou apenas seis das oito armas que deveriam estar sob a custódia dos militares.
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Além disso, o tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa confirmou que uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12 desapareceram das dependências do quartel. O desaparecimento dessas armas gerou a necessidade de explicações urgentes ao STF, e a defesa de Bolsonaro teve que detalhar o destino dos materiais que não foram localizados pelos oficiais.
A equipe jurídica do ex-presidente informou ao STF que a espingarda calibre 12 nunca esteve sob a guarda do Exército ou na residência de Bolsonaro. De acordo com a defesa, o armamento está sendo mantido pela empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, onde foi guardado desde que foi presenteado a Bolsonaro.
Até o momento, a lista de armas que foram recolhidas pelo Exército e entregues à Superintendência da PF inclui um fuzil, carabinas e pistolas de calibres variados. Os policiais federais retêm atualmente uma pistola Taurus calibre 380, outra Taurus calibre 40, além de um fuzil Springfield 7,62 mm. Duas pistolas 9 mm das marcas Arex e SIG Sauer e uma espingarda Typhoon calibre 12 também fazem parte do lote confiscado.
