Na manhã desta quinta-feira, 25, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho, do PL do Maranhão. A ação investiga um esquema de desvio de emendas parlamentares operado pelo congressista.
Josimar Maranhãozinho, que já havia sido condenado pelo plenário do STF em março deste ano pelo mesmo crime, nega as acusações e se defende afirmando que não cometeu irregularidades. A operação da PF evidencia a situação delicada em que o deputado se encontra dentro de sua própria legenda.
A pressão sobre Maranhãozinho começou a aumentar após as eleições municipais de 2024, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro, também do PL, exigiu publicamente a expulsão imediata do deputado e do Pastor Gil, que também está sendo investigado por fraudes. Na ocasião, Bolsonaro enfatizou que o partido não deveria manter em seus quadros parlamentares aqueles que estivessem envolvidos em esquemas de corrupção.
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O histórico do caso revela que a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Josimar por ter liberado R$ 21,1 milhões em “emendas Pix” para 15 municípios do Maranhão. Uma parte significativa desse montante, cerca de R$ 9 milhões, foi destinada a três cidades que são administradas por parentes ou antigos funcionários do gabinete do deputado.
A crise resultante dessas denúncias culminou na destituição da deputada federal Detinha, esposa de Josimar, do comando do PL Mulher no Estado. Apesar de enfrentar investigações e já ter sido alvo de busca nesta quinta-feira, Maranhãozinho continua a negar qualquer irregularidade e descarta o risco de ser punido internamente pelo partido.
“Não há fundamento nas acusações, e estou tranquilo quanto a isso”, afirmou o deputado em uma declaração recente.
