O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (29), durante uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de corrupção no órgão responsável por fiscalizar os gastos públicos do estado.
Autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Operação Tomada de Contas mobilizou mais de 180 policiais federais para cumprir seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A ação envolve diligências em diferentes endereços ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de suspensão de contratos como forma de pressionar fornecedores, tratamento diferenciado na liberação de pagamentos e movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos. Esses aspectos fazem parte da linha de apuração que motivou os mandados cumpridos nesta quinta.
Os investigadores também apuram saques recorrentes em dinheiro e possíveis conexões entre depósitos bancários e retiradas realizadas nas dependências do próprio tribunal. Essas movimentações estão sendo analisadas para verificar eventual relação com pagamentos indevidos ou desvios de recursos.
Em caráter cautelar, a Justiça determinou a quebra de sigilos e o sequestro de bens dos investigados. A medida busca preservar provas e impedir o eventual prejuízo às apurações enquanto as investigações prosseguem.
De acordo com as ordens judiciais cumpridas, a Polícia Federal está verificando a existência de crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A apuração segue em andamento, com coleta de documentos, análise de movimentações financeiras e entrevistas relacionadas ao caso.
O episódio coloca sob escrutínio procedimentos administrativos e financeiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso em um momento em que a instituição tem papel central na fiscalização dos recursos públicos do estado. As investigações autorizadas pelo STJ e executadas pela PF devem detalhar responsabilidades e possíveis irregularidades.
Notícia publicada em 29/10/2026.
