A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Galho Fraco II, que tem como alvo assessores do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados, envolvendo uma locadora de veículos suspeita de emitir notas fiscais fictícias.
Importante ressaltar que Sóstenes não é alvo direto da operação realizada hoje. O deputado foi contatado para se manifestar sobre as novas diligências da PF, e o espaço permanece aberto para seu posicionamento.
No mês de dezembro, a PF apreendeu R$ 430 mil em espécie em endereços relacionados ao deputado. Na ocasião, o líder do PL na Câmara afirmou que o montante era proveniente da venda de um imóvel. Entretanto, os investigadores expressaram desconfiança em relação a essa versão e estão realizando novas diligências para aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos.
Um dos alvos da operação desta quarta-feira é identificado como o principal suspeito de forjar a compra e venda do imóvel, que foi apresentado como justificativa para a origem dos R$ 430 mil apreendidos.
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As medidas judiciais foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e estão sendo cumpridas em localidades como o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. O intuito é coletar e preservar elementos de prova, conforme informou a PF. Todos os alvos da operação são advogados.
“As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, declarou a PF.
Na fase anterior da Operação Rent a Car, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão contra o deputado Carlos Jordy (RJ), que negou qualquer envolvimento em irregularidades. Uma reportagem revelou que a locadora sob investigação recebeu R$ 915 mil em recursos oriundos da cota parlamentar. Na primeira fase da operação, as apurações se concentraram em assessores dos parlamentares, reunindo informações sobre os contratos. Com o avanço das investigações, a etapa seguinte passou a atingir diretamente os dois deputados.
