Uma pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), revela que 69% dos eleitores são a favor do fim da escala de trabalho 6×1. Apenas 22% dos entrevistados se mostraram contrários à proposta, enquanto 4% não possuem uma opinião definida e 5% não souberam ou não quiseram responder.
Quando questionados sobre como utilizariam um eventual tempo livre resultante da redução da jornada de trabalho, 53% dos participantes afirmaram que pretendem descansar e passar mais tempo com a família. Outros 13% disseram que buscariam uma nova fonte de renda durante o tempo livre, enquanto 12% utilizarão esse tempo para estudos.
Em relação à expectativa de redução de horas trabalhadas, 50% dos entrevistados acreditam que trabalharão menos caso o fim da escala 6×1 seja aprovado, enquanto 45% discordam dessa afirmação. Novamente, 5% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa também investigou a percepção sobre o programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em maio. Dos entrevistados, 66% afirmam conhecer o programa, enquanto 34% não têm conhecimento sobre ele.
Entre os que conhecem o Desenrola 2.0, 55% consideram a iniciativa uma boa ideia, enquanto 21% avaliam como uma má ideia e 20% a veem como “uma ideia que ajuda um pouco”. Contudo, 87% afirmam que o programa não trouxe benefícios para suas famílias, com apenas 12% dizendo ter sido beneficiados.
A pesquisa também revelou que, dos beneficiados, 35% relatam um aumento significativo na renda devido ao Novo Desenrola, enquanto 33% não notaram diferença e 31% percebem um aumento, mas sem grande impacto.
Além disso, 47% dos eleitores afirmam ter poucas dívidas, enquanto 21% dizem ter muitas. Já 31% declararam não ter débitos. A pesquisa também abordou a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, onde 65% dos eleitores afirmam não terem sido beneficiados pela medida, enquanto 32% disseram ter sido favorecidos.
Entre os que sentiram o impacto da isenção, 39% afirmaram que não perceberam diferença na renda, 35% relatam um leve aumento e 24% indicam um aumento significativo. A pesquisa foi realizada com 2.004 entrevistados, com idade a partir de 16 anos, entre os dias 10 e 13 de julho, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
