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Política

Ozivy: O novo medicamento emagrecedor aprovado pela Anvisa no Brasil

Rafael Ramos
De Rafael Ramos
Publicado: 30/05/2026
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O Ozivy, um novo medicamento desenvolvido pelo laboratório EMS, recebeu a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para sua fabricação no Brasil. A aprovação ocorreu na última terça-feira, 26 de maio de 2026. Este medicamento é o primeiro a conter semaglutida sintética, o mesmo princípio ativo do Ozempic, um remédio da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, amplamente utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e conhecido por auxiliar na perda de peso.

As canetas emagrecedoras fazem parte de uma classe de medicamentos denominada agonistas do receptor de GLP-1. Com a recente queda da patente do Ozempic em março deste ano, o mercado brasileiro agora está aberto para a produção de novos medicamentos que utilizam semaglutida. A Anvisa já está analisando diversos pedidos de registro de novos produtos que se encaixam nessa categoria.

Embora a Anvisa tenha recebido oito solicitações de registro de medicamentos com semaglutida, até o momento apenas o Ozivy obteve a autorização para comercialização. Atualmente, outros cinco medicamentos sintéticos, além de um biológico, ainda estão em fase de análise pela agência, enquanto outros processos aguardam na fila.

Conforme informações da Anvisa, o Ozivy não é classificado como um medicamento genérico, mas como um novo medicamento sintético análogo a um produto biológico. Ele é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não estão conseguindo controlar a doença apenas com dieta e exercícios. O produto será disponibilizado como uma solução injetável em canetas que devem ser utilizadas semanalmente.

Uma das diferenças em relação ao Ozempic é a forma de armazenamento do Ozivy, que precisa ser mantido em temperaturas entre 2 °C e 8 °C durante todo o tratamento. O medicamento Ozempic, por sua vez, só requer esse armazenamento antes do uso e pode ficar fora da geladeira, em temperatura de até 30 °C, por até seis semanas após o início das aplicações.

A Anvisa já aprovou quatro modelos de apresentação para o Ozivy, que variam em quantidade de canetas e agulhas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista no mesmo dia da aprovação, informou que a comercialização do Ozivy não será imediata, mas a expectativa é que esteja disponível nas farmácias brasileiras no segundo semestre de 2026, com preços acessíveis.

“A expectativa é que no começo do segundo semestre ela já esteja nas farmácias com o preço lá embaixo”, afirmou Padilha.

Ele também destacou que o Ozivy deve ser mais barato que o Ozempic, ressaltando que os medicamentos genéricos costumam ter um preço inferior em pelo menos 30%. Além disso, com a chegada de outros medicamentos ao mercado, a concorrência pode reduzir ainda mais os preços.

Para assegurar a originalidade do medicamento, o ministro mencionou que a Anvisa e a Polícia Federal atuarão na fiscalização, especialmente em relação a pessoas que compram canetas em outros países sem as devidas orientações sobre saúde. “Infelizmente as pessoas estão colocando em risco sua própria saúde”, alertou.

A próxima etapa para que o Ozivy chegue ao mercado é a aprovação do preço máximo pelo CMED, e a EMS, que detém o registro, decidirá quando o medicamento será colocado à venda.

Por fim, para que o Ozivy seja disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisará passar pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e ser aprovado pelo Ministério da Saúde, uma vez que nem todos os medicamentos registrados na Anvisa são automaticamente incorporados ao SUS.

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