Operação Dataleaks: PF apura vazamento de dados de ministros do STF
Operação Dataleaks: PF apura vazamento de dados de ministros do STF, iniciativa deflagrada pela Polícia Federal para desmantelar um esquema que comercializava informações pessoais e sensíveis de integrantes da Corte, resultou no cumprimento de mandados de busca e de prisão preventiva em três estados.
Mandados e investigação conduzida pelo STF
Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator de inquérito sigiloso no Supremo Tribunal Federal, a operação mobilizou agentes nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. No total, foram expedidos quatro mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva contra suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada na obtenção, adulteração, venda e disseminação de bases de dados governamentais e privadas.
Crimes em apuração
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, o grupo lucrava ao disponibilizar na internet dados como endereços, números de documentos, registros telefônicos e informações bancárias de autoridades, inclusive ministros do STF.
Modus operandi do grupo
Conforme comunicado da Polícia Federal, a quadrilha utilizava credenciais obtidas ilegalmente para acessar sistemas de órgãos públicos e de empresas privadas, coletando grandes volumes de informações. Posteriormente, esses dados eram alterados para dificultar o rastreamento de origem e revendidos em fóruns especializados na chamada deep web. A PF também apura se houve aquisição desses pacotes de dados por terceiros interessados em praticar fraudes financeiras ou ataques de desinformação.
Relevância da proteção de dados
A ação da PF reforça a preocupação crescente com a segurança de dados pessoais no país, especialmente após a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo o Supremo Tribunal Federal, o vazamento de informações de autoridades pode comprometer a integridade de investigações, expor servidores a riscos e afetar a confiança institucional.
Próximos passos
Os alvos presos permanecerão à disposição da Justiça enquanto os materiais apreendidos — computadores, celulares e mídias externas — passam por perícia. A PF informou que novas diligências podem ser solicitadas ao Supremo, caso a análise digital revele outros envolvidos ou ramificações internacionais do esquema.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
