O’Higgins na Libertadores volta a ser realidade para o clube de Rancagua, que disputará a fase preliminar da edição 2026 após um intervalo de 12 anos longe do torneio continental. Sorteado para enfrentar o Bahia, o time chileno chega com apenas a 166ª posição no ranking sul-americano, mas carrega a esperança de repetir seu auge de 1980.
O’Higgins na Libertadores: retorno após 12 anos e histórico completo
A última participação do Capo de Provincia ocorreu em 2014. Naquele ano, a equipe encarou Lanús, Cerro Porteño e Deportivo Cali na fase de grupos, conquistou uma vitória, sofreu uma derrota e empatou quatro vezes, mas não avançou. Desde então, o clube concentrou esforços em torneios nacionais até garantir a vaga continental de 2026.
No total, o O’Higgins soma quatro participações anteriores – 1979, 1980, 1984 e 2014 – e contabiliza 28 partidas na competição. O retrospecto revela cinco triunfos, dez empates e 13 derrotas, com 27 gols marcados e 37 sofridos, o que resulta em aproveitamento geral de 29,7 %. Fora de casa, o desempenho cai para 23,8 % (duas vitórias em 14 jogos); diante da torcida, o índice sobe para 35,7 %.
O melhor momento ocorreu em 1980, quando o clube alcançou o hexagonal semifinal. Naquela fase, o formato dividia seis equipes em dois grupos, e apenas o líder de cada chave avançava à decisão. O O’Higgins terminou a primeira etapa empatado em pontos com os rivais, mas avançou nos critérios de desempate, registrando a campanha mais expressiva de sua história na Libertadores.
O reencontro com o torneio anima os torcedores de Rancagua, especialmente porque o elenco manteve a base que disputou o Campeonato Chileno de 2025. A diretoria, porém, reconhece o desafio extra de encarar o Bahia, que acumulou 12 partidas internacionais em 2025 – dez delas na própria Libertadores – sob o comando de Rogério Ceni.
Para o Tricolor baiano, o histórico modesto do adversário pode representar uma vantagem estratégica. Além da sequência de jogos internacionais recente, o Esquadrão preservou a maioria de seus titulares e busca repetir o desempenho que o levou às fases decisivas na temporada passada.
Em nota publicada anteriormente pela CONMEBOL, a entidade destacou o crescimento competitivo das fases preliminares, ressaltando que clubes de menor tradição têm surpreendido graças a elencos estabilizados e boa preparação física. O O’Higgins se enquadra nesse perfil, mas terá de superar a diferença de orçamento e a experiência do Bahia em mata-matas continentais.
O confronto, marcado para a fase 2 da Libertadores 2026, será decidida em jogos de ida e volta. O primeiro duelo ocorrerá no Estádio El Teniente, em Rancagua, enquanto a partida derradeira será disputada em Salvador, no retorno do Bahia à Arena Fonte Nova após a pré-temporada.
Em caso de classificação, o vencedor enfrentará o classificado do embate entre representantes da Colômbia e do Equador, valendo lugar na fase de grupos. O sorteio completo definiu ainda que o classificado cairá na chave que já conta com clubes da Argentina e do Peru.
Apesar da distância temporal da última participação, a campanha de 2014 deixou lições importantes para o O’Higgins. Na época, a equipe perdeu pontos decisivos nos minutos finais de três partidas, situação que a comissão técnica promete evitar por meio de trabalho específico de concentração e bolas paradas durante a pré-temporada de 2026.
No Bahia, Rogério Ceni destacou a necessidade de respeitar o adversário, mas lembrou que o planejamento do clube inclui chegar, no mínimo, às oitavas de final. “Manter o foco e encarar cada fase como uma decisão é fundamental”, afirmou o treinador em entrevista coletiva recente.
Resumo: o O’Higgins retorna à Libertadores após 12 anos com retrospecto geral de 29,7 % de aproveitamento, melhor campanha em 1980 e desafio de superar o Bahia, experiente em competições internacionais recentes. Ambos duelam na fase preliminar de 2026 em busca de lugar na fase de grupos.
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Crédito da imagem: CONMEBOL
Fonte: CONMEBOL
