Novo chefe da arbitragem da CBF: Sandro Meira Ricci assume o cargo foi o anúncio feito pela Confederação Brasileira de Futebol na tarde de 9 de junho de 2026, selando a saída de Rodrigo Cintra e inaugurando uma nova etapa para o apito nacional.
Novo chefe da arbitragem da CBF: Sandro Meira Ricci assume o cargo
Sob o comando do presidente Samir Xaud, que dirige a entidade desde 2025, a mudança foi confirmada em comunicado oficial. O mineiro de Poços de Caldas, ex-árbitro do quadro da Fifa, traz a experiência de mais de 15 anos em competições como Copa do Mundo, Libertadores, Copa América e Mundial de Clubes.
Ricci encerrou a carreira nos gramados logo após a Copa do Mundo da Rússia, em 2018, e, desde então, atuava como gerente de árbitros na Professional Referee Organization (PRO), responsável pela arbitragem da Major League Soccer, nos Estados Unidos. A bagagem internacional foi decisiva para a escolha da CBF, que busca fortalecer a profissionalização iniciada em 2026.
Rodrigo Cintra, que ocupava o cargo desde fevereiro de 2025, foi desligado após conduzir a implementação do projeto de árbitros profissionais. Seu último ato ocorreu na Granja Comary, em palestra sobre diretrizes da Fifa ao grupo que se prepara para a Copa do Mundo. De acordo com a confederação, outros nomes da atual comissão também poderão deixar os postos nas próximas semanas.
Apesar do uso do VAR em todos os jogos da Série A, a temporada tem sido marcada por lances controversos. A CBF entende que o histórico de Ricci, aliado ao conhecimento sobre tecnologia – tema tratado em cursos oferecidos pela Fifa –, pode reduzir a pressão sobre o quadro de árbitros.
Trocas frequentes no comando da arbitragem
A chefia da Comissão de Arbitragem tem passado por sucessivas mudanças nos últimos dez anos:
- 2016 – 2019: Coronel Marinho
- 2019 – 2021: Leonardo Gaciba
- 2022 – 2025: Wilson Seneme
- 2025 – 2026: Rodrigo Cintra
- 2026 – atual: Sandro Meira Ricci
Em nota, Samir Xaud destacou que o novo chefe da arbitragem da CBF terá autonomia para revisar escalas, ampliar programas de capacitação e propor ajustes no protocolo do VAR. “Queremos transparência e consistência”, afirmou o dirigente.
Nos bastidores, dirigentes de clubes avaliam que a escolha de um nome reconhecido internacionalmente pode melhorar a credibilidade do setor. Já entidades de classe dos árbitros defendem investimentos contínuos em treinamentos presenciais e avaliação física periódica.
Com a posse prevista para os próximos dias, Ricci deverá apresentar nas primeiras semanas um plano estratégico para o ciclo 2026-2030, contemplando metas de desempenho, padronização de relatórios e intercâmbio técnico com ligas de fora do país.
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Crédito da imagem: ecbahia.com
Fonte: ecbahia.com
