Na última quinta-feira, 28 de maio, o médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, confirmou que o atacante Neymar sofreu uma lesão na panturrilha direita. O diagnóstico surgiu em um momento crítico, com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, e a lesão em questão é a mesma que resultou na ausência de Romário na Copa de 1998.
Neymar se apresentou à Granja Comary com dores, após se lesionar no dia 17 de maio durante uma partida do Santos contra o Coritiba. Inicialmente, o clube informou que o quadro era leve, mas exames de ressonância magnética realizados pela comissão técnica da Seleção revelaram que a lesão é de grau 2. O tempo estimado de recuperação é de duas a três semanas, o que o deixaria de fora dos amistosos contra o Panamá e o Egito, além de comprometer sua participação na estreia da Copa, marcada para 13 de junho, contra o Marrocos.
O Santos, por sua vez, questionou as informações divulgadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a condição física de Neymar. O clube reiterou sua posição inicial, afirmando que o prazo de duas semanas para o retorno do jogador, apontado pela equipe médica do Santos, se encerraria no dia 31 de maio, próximo domingo. A equipe também destacou que as estimativas de recuperação podem variar, levando em consideração as necessidades da equipe e a importância dos jogos.
Além disso, o Santos afirmou que compartilhou todos os exames do jogador com a CBF no dia 18 de maio, um dia após a lesão de Neymar.
“A recuperação do jogador pode variar de acordo com a necessidade da equipe”, disse o clube.
Esse episódio traz à tona lembranças de 28 anos atrás, quando a Seleção Brasileira enfrentou uma situação semelhante com Romário. Naquela ocasião, o atacante se apresentou com dores na mesma panturrilha direita e, após exames que identificaram um edema, foi cortado da competição a poucos dias da estreia contra a Escócia. O então fisioterapeuta da Seleção, Claudionor Delgado, explicou que Romário tinha uma “desinserção da aponeurose do músculo gêmeo interno”.
Na época, a comissão técnica, formada por Zagallo e Zico, decidiu pelo corte do jogador, acreditando que não haveria tempo suficiente para sua recuperação. Romário contestou a decisão, afirmando que poderia atuar na segunda fase da competição.
Apesar das semelhanças entre os casos, a situação de Neymar se difere da de Romário, pois até o momento a CBF não anunciou o corte do atacante do PSG. Neymar continua em tratamento em Teresópolis e será avaliado pelo departamento médico nos próximos dias.
