Neymar lesionado: vale a pena levá-lo à Copa 2026?
Neymar lesionado: vale a pena levá-lo à Copa 2026? Um levantamento recente indica que a Seleção Brasileira alcançou 87,8% de aproveitamento nas 11 partidas em que utilizou atletas que chegaram à Copa do Mundo já em processo de recuperação física. O dado reacende o debate sobre a presença do camisa 10, que trata uma lesão muscular e pode perder a estreia contra Marrocos, em 13 de junho de 2026.
Casos históricos de craques em recuperação
Em 1958, Pelé viajou à Suécia sem condições ideais após lesionar o menisco em amistoso contra o Corinthians. Ausente nas duas primeiras rodadas, estreou diante da União Soviética, marcou seis gols em quatro jogos e ajudou a conquistar o primeiro título mundial.
Trinta anos depois, Zico viveu situação semelhante. Mesmo com o joelho esquerdo ainda frágil, Telê Santana manteve o camisa 10 no elenco de 1986. Ele entrou em campo quatro vezes, contribuindo para três vitórias e um empate, embora o Brasil caísse nos pênaltis para a França nas quartas de final.
Já em 1994, Branco sofreu com lombalgia durante a preparação. A aposta na experiência do lateral foi recompensada: titular a partir das quartas, marcou de falta o gol decisivo contra a Holanda e converteu pênalti na decisão diante da Itália, ajudando na conquista do tetracampeonato.
Números que sustentam a aposta
Somando as participações de Pelé, Zico e Branco, a Seleção obteve nove vitórias e dois empates. O retrospecto reforça o argumento de que vale esperar pela recuperação de um craque, mesmo que ele não atue nos primeiros compromissos do torneio.
Especialistas em preparação física apontam que o calendário atual, embora intenso, oferece recursos médicos mais avançados. Segundo o fisiologista João Carlos Belfort, ouvido pelo portal FIFA+, protocolos de transição bem planejados reduzem riscos de recaída e permitem retorno gradual em fases agudas da competição.
Contexto da decisão sobre Neymar
A comissão técnica liderada por Dorival Júnior avalia a gravidade da lesão do atacante do Al-Hilal. Internamente, a tendência é mantê-lo na lista final, desde que haja margem para utilização a partir da segunda rodada da fase de grupos. O histórico positivo da Seleção em situações semelhantes pesa a favor da permanência do jogador.
Por outro lado, parte da crítica alerta para o risco de ocupar vaga importante em um elenco limitado a 23 nomes. Caso o camisa 10 não apresente evolução satisfatória, o corte até 24 horas antes da estreia permanece como alternativa prevista no regulamento.
Em síntese, os números mostram que, sempre que o Brasil levou craques em fase final de recuperação, o desempenho foi elevado. A decisão sobre Neymar, portanto, deve equilibrar experiência histórica, avanços médicos e necessidades táticas atuais.
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Crédito da imagem: Alamy
Fonte: Futebol Baiano
