A Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou os primeiros passos para a construção de uma colônia humana na Lua, com previsão para a próxima década. O administrador da agência, Jared Isaacman, anunciou que três missões robóticas serão lançadas à superfície lunar antes do final de 2026.
Essas missões serão realizadas por empresas privadas. A Blue Origin, por exemplo, será responsável pela primeira missão, denominada Moon Base 1, que está programada para o segundo semestre deste ano. O veículo Blue Moon será utilizado para um pouso no polo sul lunar, local escolhido para a futura base.
Além disso, uma versão avançada do Blue Moon competirá com a Starship, desenvolvida pelo bilionário Elon Musk, para o transporte dos primeiros astronautas deste século nas missões Artemis 4 e Artemis 5.
“Estamos prontos para dar os primeiros passos em direção à construção de uma colônia lunar que pode mudar a forma como exploramos o espaço”, afirmou Isaacman.
A missão Moon Base 2, que será conduzida pela Astrobotics, também está prevista para este ano, com a empresa buscando pousar o veículo Griffin na Lua, após uma tentativa frustrada em janeiro de 2024. Por fim, a Intuitive Machines ficará encarregada da terceira missão, após enfrentar dificuldades em uma alunissagem recente com a sonda Athena.
O engenheiro Carlos García Galán, responsável pelo programa Moon Base, apresentou as três fases do projeto. A fase inicial, que começa em 2026, visa testar tecnologias e entender como os astronautas poderão sobreviver em um ambiente lunar hostil.
O polo sul lunar é caracterizado por temperaturas extremas, podendo chegar a 200 graus negativos, além de ter crateras que permanecem em escuridão permanente. Para estudar essa região, a Nasa enviará veículos de deslocamento, drones e instrumentos científicos.
Ao todo, estão programadas 21 missões entre 2026 e 2029 para transportar esses equipamentos. A Nasa planeja instalar as primeiras bases habitáveis provisórias até 2029, que serão abastecidas por energia solar e nuclear.
A expectativa é que as bases se tornem permanentes a partir de 2032, com a construção sendo auxiliada por robôs. A colônia contará com veículos pressurizados para longas distâncias, sistemas de telecomunicações e centrais nucleares, garantindo energia durante as noites lunares.


